Em um mundo cada vez mais exigente quanto à origem dos alimentos, à segurança sanitária e aos compromissos ambientais, a confiança tornou-se o maior ativo da agroindústria. No caso brasileiro, essa confiança é construída diariamente com base em ciência, rastreabilidade, sanidade e práticas sustentáveis que posicionam o país como um dos protagonistas na produção global de proteína animal.
Líder nas exportações de carne de frango, com 39% do mercado mundial, e quarto maior exportador de carne suína, com 12%, o Brasil não apenas alimenta o mundo — faz isso com responsabilidade, inovação e transparência. E essa reputação não é fruto do acaso, como reforça Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “Não é apenas sobre alimentar o mundo — é sobre fazer isso com responsabilidade”, realça.
Sustentabilidade como premissa
A produção agroindustrial brasileira tem adotado um conjunto cada vez mais amplo de práticas sustentáveis, que vão desde o reaproveitamento de resíduos até o uso de energia limpa nas granjas. Para Santin, produtividade e preservação ambiental não são objetivos conflitantes, mas sim complementares.
“O grande propósito é equilibrar a produção crescente com a preservação ambiental”, pontua. Nesse caminho, práticas como o manejo racional da água, sistemas integrados de produção e a valorização de fontes energéticas alternativas como solar, eólica e biomassa têm se consolidado como padrões. As tecnologias disponíveis para tornar o campo mais eficiente e menos impactante ao meio ambiente são diversas e, segundo ele, vêm sendo cada vez mais incorporadas ao dia a dia do setor produtivo.

LEIA TAMBÉM NA REVISTA FEED&FOOD
Na trilha da salmonella: é possível blindar a avicultura?
Soja recorde, milho valorizado e incerteza no clima
Primato projeta R$ 6 bilhões em faturamento até 2033 com foco no cooperado e energia limpa





