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Vacinação em gel pode agilizar manejo de mil leitões, aponta fabricante

Empresa estima 20 minutos para preparar e distribuir vacinas a mil animais, mas eficácia e ingestão adequada dependem das condições de aplicação.

A administração oral de vacinas por meio de gel pode reduzir o tempo de manejo de leitões nas granjas suinícolas. Segundo informações divulgadas pela Boehringer Ingelheim, a preparação e a distribuição da formulação para aproximadamente mil animais podem ser realizadas em 20 minutos, contra duas a três horas estimadas para a aplicação oral individual.

A técnica consiste em preparar a solução, misturá-la à vacina e disponibilizar o gel em superfícies acessíveis aos leitões, permitindo a ingestão voluntária. Como dispensa a contenção individual, o método pode diminuir a manipulação dos animais e o esforço físico das equipes responsáveis pela vacinação.

Redução do tempo de manejo

A estimativa de 20 minutos apresentada pela fabricante refere-se ao preparo e à distribuição do produto, não à confirmação de que todos os leitões tenham ingerido a dose necessária. Por isso, a adoção da técnica exige atenção ao consumo da formulação e à uniformidade da vacinação no lote.

Ricardo Lippke, gerente técnico de Suínos da Boehringer Ingelheim, afirma que a proposta é facilitar a rotina das granjas, “reduzindo o esforço físico da equipe e otimizando o tempo de trabalho nas instalações”. Os ganhos operacionais, entretanto, podem variar conforme a estrutura e as condições de manejo de cada propriedade.

A vacinação oral em gel pode reduzir a necessidade de contenção individual dos leitões durante o manejo sanitário, contribuindo para diminuir o estresse dos animais e otimizar o trabalho nas granjas, desde que sejam seguidos os protocolos veterinários adequados. Crédito: Reprodução

Estudos avaliam desempenho da vacinação

Um estudo descrito em documentação de patente da fabricante comparou quatro grupos de 540 leitões, incluindo animais vacinados contra ileíte por gel e pela água. Foram avaliados indicadores de ganho de peso e mortalidade, com resultados favoráveis aos grupos vacinados.

Os dados, entretanto, não permitem generalizar a equivalência entre os métodos para todas as condições de produção. Além disso, os protocolos avaliados utilizaram idades diferentes de vacinação, fator que deve ser considerado na interpretação dos resultados.

Aplicação exige cuidados sanitários

A tecnologia é apresentada pela empresa como alternativa para a administração de vacinas orais contra doenças intestinais, incluindo produtos voltados à ileíte, associada à bactéria Lawsonia intracellularis, e às salmoneloses.

Embora a fabricante cite as vacinas Enterisol Ileitis e Enterisol Salmonella T/C para essa modalidade, a utilização deve respeitar as vias de administração e demais condições autorizadas nas bulas brasileiras vigentes.

A idade dos animais, a dose, o preparo e a ingestão adequada precisam ser acompanhados pelo médico-veterinário responsável. A vacinação coletiva pode facilitar a rotina das granjas, mas sua adoção deve considerar tanto a eficiência operacional quanto a segurança e a proteção sanitária do rebanho.

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