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União Europeia retira Brasil de lista de exportadores de produtos de origem animal

Decisão passa a valer em setembro de 2026, enquanto governo brasileiro busca explicações junto às autoridades sanitárias do bloco

exportação animal

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o mercado europeu. A medida foi comunicada ao governo brasileiro nesta terça-feira (12) e tem previsão de entrar em vigor a partir de 3 de setembro de 2026.

Até a data prevista para início da restrição, as exportações brasileiras desses produtos seguem normalmente, segundo o governo federal. A decisão foi tomada no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização da relação de países habilitados a vender ao bloco.

exportação animal
Produtos de origem animal seguem no centro das negociações entre Brasil e União Europeia Crédito: Reprodução

Medida acende alerta no comércio internacional

A retirada do Brasil da lista preocupa pela relevância do mercado europeu para os embarques de produtos de origem animal e pelo histórico comercial entre as partes. O país exporta para a União Europeia há cerca de 40 anos e figura entre os principais fornecedores globais de proteínas animais.

Segundo o governo brasileiro, serão adotadas medidas para tentar reverter a decisão e garantir a continuidade do fluxo comercial. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião prevista para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco, em busca de esclarecimentos sobre os motivos da exclusão.

Brasil busca reverter decisão

A reação brasileira ocorre diante de uma medida com potencial impacto sobre cadeias como carnes, ovos e demais produtos de origem animal destinados ao consumo humano. Embora os embarques sigam ativos no momento, o prazo estabelecido pela União Europeia impõe uma janela de negociação até setembro.

O governo afirma que pretende atuar para que o Brasil retorne à lista de países autorizados. A articulação deve envolver a área sanitária e diplomática, em uma tentativa de demonstrar a conformidade do sistema brasileiro às exigências do mercado europeu.

A decisão ocorre em um momento de atenção para o comércio internacional de proteínas, marcado por exigências sanitárias, ambientais e regulatórias cada vez mais rígidas nos principais mercados compradores. Para o setor produtivo, o desdobramento das negociações será decisivo para definir os impactos práticos da medida.

Fonte: MAPA, MRE e MDIC, adaptado pela equipe Feed&Food

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