Os preços da tilápia caíram em junho em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo análise divulgada em 9 de julho, o mercado doméstico apresentou ritmo lento, baixa demanda e negociações travadas.
Em algumas praças, as cotações não registravam recuos desde agosto de 2025. Colaboradores consultados pelo centro indicaram que a pressão ocorreu mesmo sem aumento expressivo na disponibilidade de peixes, reforçando o peso da procura enfraquecida sobre os valores pagos ao produtor.
Indicadores seguem em queda
Na semana encerrada em 10 de julho, os preços recuaram nas cinco regiões apresentadas pelo Cepea. O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, com R$ 10,37 por quilo, após queda semanal de 0,30%.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a tilápia foi negociada a R$ 10,09 por quilo, com recuo de 0,44%. Grandes Lagos registrou R$ 9,85; Morada Nova de Minas, R$ 9,50; e o Oeste do Paraná apresentou a menor cotação, de R$ 8,71 por quilo.

Apesar da desvalorização do pescado, o Cepea informou que o poder de compra do produtor de tilápia melhorou em junho.
Embarques avançam
Em sentido contrário ao mercado interno, o volume e a receita das exportações brasileiras de tilápia e produtos derivados alcançaram, em junho, os maiores níveis registrados em 2026.
Pesquisadores avaliam que parte do movimento pode estar relacionada à antecipação de embarques antes de possíveis tarifas dos Estados Unidos. A demanda doméstica enfraquecida e a valorização do dólar também podem ter estimulado o direcionamento da produção para o exterior.
O desempenho dos próximos meses dependerá da reação do consumo interno, do ritmo das exportações e da disponibilidade de peixes nas principais regiões produtoras.




