As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram o maior resultado da história para um primeiro semestre em 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 1,705 milhão de toneladas, alta de 15,5% sobre o mesmo período de 2025. A receita somou US$ 9,85 bilhões, avanço de 36,2%.
A análise foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 9 de julho. Segundo os pesquisadores, o desempenho foi sustentado pela competitividade do produto brasileiro, pela oferta consistente de animais para abate e pela demanda firme dos principais importadores.
China mantém liderança
A China permaneceu como principal destino, com 794,7 mil toneladas e participação de 46,6% no total exportado. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 205 mil toneladas, crescimento de 13% em volume na comparação anual.

O avanço norte-americano ampliou a distribuição dos embarques entre diferentes mercados, mas o cenário chinês exige atenção. A cota anual de 1,106 milhão de toneladas destinada à carne bovina brasileira foi atingida, e volumes que excederem esse limite ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%. A medida pode reduzir as compras chinesas no segundo semestre.
O desempenho também dependerá da demanda dos demais parceiros, da disponibilidade doméstica de gado para abate e do comportamento do câmbio. Em junho, os embarques chegaram a 317,3 mil toneladas, maior resultado mensal da série histórica.
Arroba acumula queda no mês
No mercado interno, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq encerrou 10 de julho em R$ 326,65 por arroba, alta diária de 0,60%, mas queda acumulada de 2,90% no mês.

A média a prazo no Estado de São Paulo ficou em R$ 330,61 por arroba, com valorização diária de 0,60% e recuo mensal de 2,84%.
Mesmo com o desempenho recorde das exportações, os indicadores domésticos ainda acumulam desvalorização em julho. Nos próximos meses, o ritmo dos embarques e a oferta de animais deverão continuar influenciando a formação dos preços.




