Os mercados brasileiros de milho e soja apresentaram movimentos distintos na primeira quinzena de julho. Análises divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nesta segunda-feira (13), apontam firmeza no cereal e valorização da oleaginosa, impulsionada principalmente pelo mercado externo.
Milho tem baixa liquidez
Os preços do milho seguem firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Vendedores priorizam as atividades de campo, enquanto compradores aguardam o avanço da colheita da segunda safra e a consequente ampliação da oferta no mercado spot.
Embora fossem esperadas quedas neste período, condições climáticas reduziram temporariamente a disponibilidade do cereal. A colheita está próxima do ritmo observado no ano passado, mas permanece abaixo da média das cinco safras anteriores.

As valorizações internacionais também sustentam as cotações domésticas. Além disso, a alta da soja levou parte dos produtores a priorizar as negociações da oleaginosa e adiar vendas de milho.
Em 10 de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou em R$ 64,51 por saca de 60 quilos, avanço diário de 0,22% e alta acumulada de 1,46% no mês.
Com menos chuvas previstas no Sudeste e no Centro-Oeste, a colheita pode ganhar ritmo nas próximas semanas. O mercado acompanha os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições favoráveis em Mato Grosso.
Soja avança com demanda externa
A soja registrou valorização no mercado spot nacional, sustentada pela demanda global, pela alta dos contratos futuros e pela postura retraída dos vendedores brasileiros.

A distribuição irregular das chuvas no Hemisfério Norte e os conflitos no Oriente Médio também contribuíram para o movimento. Em Paranaguá (PR), o indicador atingiu R$ 140,44 por saca em 10 de julho, alta mensal de 5,14%. No interior paranaense, a cotação ficou em R$ 132,58.

Em junho, o Brasil exportou 14,49 milhões de toneladas de soja, recorde para o mês. No primeiro semestre, os embarques chegaram a 69,57 milhões de toneladas, avanço de 35% sobre 2025.




