Por Rafael Silveira
A temporada 2025/26 da soja nos Estados Unidos começou com um dado revelador: a área plantada está significativamente menor, refletindo o desestímulo do produtor norte-americano diante de preços acumuladamente baixos na Bolsa de Chicago e de crescentes tensões comerciais com a China. Segundo o USDA, a área de soja foi estimada em 83,4 milhões de acres (aproximadamente 33,8 milhões de hectares), frente aos 86,9 milhões de acres (ou 35,2 milhões de hectares) do ciclo anterior. A redução é expressiva e compromete, já de início, a possibilidade de uma safra acima de 120 milhões de toneladas. Apesar da retração de área, o potencial produtivo ainda depende essencialmente das condições climáticas. As estimativas atuais consideram uma produtividade média de 52,5 bushels por acre, o que levaria a uma produção próxima de 118 milhões de toneladas, desde que haja regularidade nas chuvas no Meio-Oeste durante o ciclo de enchimento e maturação.
Trump de Volta, Tarifas em Pauta: Risco Real de Nova Onda de Retaliações – Com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a agenda internacional americana volta a adotar um tom mais agressivo, em especial no relacionamento com a China. Como maior importadora mundial de soja, qualquer medida tarifária aplicada pelos EUA à China pode gerar retaliações imediatas, impactando diretamente o ritmo das exportações americanas. A grande dúvida no curto prazo é: quanto a China comprará da safra nova dos EUA? Em um cenário de ruptura comercial, como já visto no passado, os estoques americanos podem aumentar, pressionando os preços e enfraquecendo o impacto das variáveis climáticas na precificação da soja em Chicago.
Leia o artigo completo na edição de agosto da Revista Feed&Food

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