O TADD System, desenvolvido pelo Grupo Setta, transforma a logística de transporte de animais ao reduzir de 12 horas para 48 minutos o tempo necessário para desinfecção de veículos. O sistema usa ar aquecido a 70 °C por 20 minutos, é totalmente automatizado, sem produtos químicos e eficaz contra vírus, bactérias e fungos.
A crescente preocupação com a influenza aviária em aves silvestres e de criação no Brasil reacende o debate sobre biossegurança na cadeia de proteína animal. O país responde por um terço da carne de frango consumida no mundo, com previsão de exportar até 5,5 milhões de toneladas em 2026, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além de agilizar operações, o TADD System permite monitoramento remoto, rastreabilidade e gestão eficiente da frota, contribuindo para redução de custos e otimização logística. Segundo Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, a tecnologia também traz benefícios ambientais, diminuindo emissão de CO₂ e consumo energético.
A solução atende exigências do Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) e da Embrapa Suínos e Aves, protegendo o setor contra doenças como gripe aviária e síndrome reprodutiva e respiratória suína (PRRS).
Segundo a empresa, além de reforçar o controle sanitário, o sistema traz ganhos ambientais, reduzindo a emissão de CO₂ e o consumo energético em comparação com métodos baseados em químicos. Por não usar desinfetantes, elimina também o risco de desenvolvimento de cepas resistentes. A implantação do sistema leva de quatro a seis meses, com investimento estimado em cerca de R$ 3 milhões.
Fonte: Grupo Setta, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
China impõe tarifas provisórias de até 42,7% sobre lácteos da União Europeia
Brasil pode colher safra recorde de soja e alcançar 176,8 milhões de toneladas em 2025/26
ABPA reforça alerta de biosseguridade para produtores durante férias e fim de ano





