As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao México, Canadá e China geraram preocupações em Wall Street e reacenderam temores sobre os impactos da política comercial do presidente Donald Trump. As medidas, que impõem tarifas adicionais de 25% para México e Canadá e de 10% para a China, levaram bancos e consultorias a reverem suas previsões para a economia global, temendo efeitos negativos sobre a inflação, juros e lucros corporativos.
O Bank of America alerta que as tarifas sobre México e Canadá podem ter impactos significativos, já que as importações mexicanas cresceram desde 2018. Caso as taxas sejam aplicadas de forma bilateral, os lucros por ação das empresas do S&P 500 podem cair até 8%. Além disso, a Capital Economics prevê que o aumento dos custos de importação pode pressionar a inflação nos EUA, reduzindo as chances de cortes de juros pelo Federal Reserve nos próximos 12 a 18 meses.
A preocupação se estende a outros mercados, incluindo o Brasil. Trump mencionou a possibilidade de tarifas adicionais para países como Brasil, Índia e os Brics, com foco em setores estratégicos como commodities, semicondutores e produtos farmacêuticos. Como os Estados Unidos são um dos principais destinos da carne bovina brasileira, uma eventual taxação adicional pode afetar a competitividade do produto no mercado americano, trazendo desafios para o agronegócio nacional.

Enquanto investidores monitoram os próximos passos da política comercial dos EUA, o Morgan Stanley recomenda cautela diante da incerteza nos primeiros meses do novo governo Trump. O banco aposta em um cenário de anúncios rápidos, mas implementação gradual das tarifas. Para o Brasil e outros países exportadores, o momento exige atenção redobrada, com possíveis ajustes estratégicos para mitigar os impactos de uma nova guerra comercial.
Fonte: Broadcast, adaptado pela equipe FeedFood.
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