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Tarifaço dos EUA: O Xeque-Mate no Agronegócio Brasileiro?

Nova tarifa de 50% eleva custo da carne bovina brasileira nos Estados Unidos e pode reduzir pela metade os embarques ao país; setor aposta na diversificação e na retração global da oferta para manter competitividade
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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O recente anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025, reacende o debate sobre o protecionismo global. Roberto Perosa, presidente da Abiec, destaca a gravidade da situação, mencionando que o vice-presidente Geraldo Alckmin já está estudando ações para mitigar esses impactos, como novas linhas de crédito e financiamento para o setor exportador. Perosa ressalta que os EUA são o segundo maior mercado de carne bovina para o Brasil, absorvendo cerca de 400 mil toneladas anuais, um volume que nenhum outro mercado pode absorver integralmente de imediato. Embora seja difícil afirmar que essa medida isolada represente uma mudança de tendência mundial, o analista sênior do Rabobank, Wagner Yanaguizawa, destaca que, no mercado de proteína animal, questões climáticas e de saúde animal têm sido tão disruptivas quanto as geopolíticas, forçando um rearranjo na cadeia global de suprimentos. Nos EUA, o setor de pecuária de corte enfrenta desafios significativos, como o aumento dos custos de produção e a redução dos estoques de gado, o que tem levado a medidas protecionistas para proteger a indústria local.

Essa barreira tarifária, que elevará a tarifa total para 76,4% para a carne bovina brasileira, deve reduzir em 50% o volume de importação pelos EUA a partir de agosto. Contudo, Yanaguizawa ressalta que, mesmo com essa queda, o Brasil ainda pode aumentar em 10% suas exportações para os EUA em 2025, comparado a 2024, indicando a resiliência do setor. Perosa complementa que o mercado dos EUA era altamente rentável, próximo ao Brasil e com alta demanda, sendo um “cliente bom, bom pagador, bom demandante” que agora foi perdido. O protecionismo, como política econômica, busca proteger indústrias nacionais, salvaguardar empregos e promover a segurança nacional, mas pode gerar ineficiências e disputas comerciais, como as que o Brasil agora enfrenta.

Leia o conteúdo completo na edição de agosto da Revista Feed&Food

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