O setor de piscicultura brasileiro, responsável por colocar o país entre os quatro maiores produtores mundiais de tilápia, enfrenta pressões externas que colocam em xeque sua competitividade. A imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras de tilápia aos Estados Unidos e o avanço das importações do Vietnã levantaram preocupações entre produtores, exportadores e entidades ligadas à cadeia produtiva.
No Grupo Ambar Amaral, controlador da Brazilian Fish, cerca de 20% da receita vem das exportações, com os EUA sendo o principal destino. A nova tarifa obrigou a revisão de embarques já programados. “Essa mudança afeta diretamente a competitividade do nosso produto naquele mercado, que historicamente reconhece a qualidade da tilápia brasileira”, afirma Natasha Castellan (foto em destaque), diretora de exportações da empresa.
Além das barreiras tarifárias, cresce no mercado interno a presença de tilápia processada no Vietnã. A diferença nos métodos de produção e uso de aditivos levanta questionamentos sobre os padrões sanitários e regulatórios. “A tilápia brasileira segue rigorosamente os padrões da legislação nacional. Qualquer diferença deve ser analisada sob a ótica da transparência e da equidade regulatória”, defende Natasha.
Para o setor, o momento exige mais do que reação: é preciso fortalecer a regulação e garantir isonomia entre produtos importados e nacionais. A cadeia da tilapicultura mobiliza milhares de produtores, fomenta cooperativas e sustenta polos industriais no interior do país, sendo um elo estratégico para a economia rural.
Apesar dos desafios, o Grupo Ambar Amaral acredita no potencial de liderança do Brasil no mercado global. A aposta está na produção sustentável e tecnificada, com foco em ampliar a presença internacional sem abrir mão da qualidade e da segurança alimentar.
Fonte: Grupo Ambar Amaral, adaptado pela equipe FeedFood
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