A sustentabilidade sanitária tornou-se um divisor de águas para a aquicultura brasileira. Para Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, não se trata de uma tendência, mas de um pilar de sobrevivência produtiva. “Primeiro que sustentabilidade sanitária, quando não acontece, o produto quebra. Então é um conceito superatual e obrigatório nas nossas atividades”, afirma. O setor, cada vez mais tecnificado, convive com ambientes de produção que exigem controle rigoroso de qualidade da água, biosseguridade eficiente e modelos produtivos capazes de prevenir perdas.
A evolução recente da atividade no Brasil acompanha movimentos globais. A aquicultura já responde por mais de metade do pescado consumido no mundo e ganhou protagonismo como alternativa sustentável frente às mudanças climáticas. O cultivo de peixes, camarões, moluscos e algas tem se destacado pela elevada eficiência de conversão alimentar e pela baixa emissão de gases de efeito estufa, já que espécies como tilápia e camarões não produzem metano. No caso das algas, a contribuição vai além: estudos apontam seu potencial para o sequestro natural de carbono, redução da acidificação dos oceanos e diversificação da economia azul, com aplicações que vão da alimentação à produção de cosméticos e biocombustíveis.
A atividade também tem papel ambiental direto. Ostras e outros moluscos bivalves, ao serem cultivados em zonas costeiras, funcionam como organismos filtradores, melhorando a qualidade da água e favorecendo a biodiversidade. A expansão da carcinicultura para o interior do Nordeste reforça ainda os impactos sociais, com geração de emprego em regiões de menor dinamismo econômico.
Leia a matéria completa na edição 224 da revista Feed&Food.

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