O setor suíno brasileiro fechou 2025 com desempenho sólido, marcado por estabilidade nos preços, crescimento da produção, aumento das exportações e recorde no consumo interno. Margens elevadas e demanda firme consolidaram o ano como um dos melhores da história da suinocultura no país.
Segundo o último relatório do Itaú BBA, os preços do suíno vivo encerraram o ano estáveis, em torno de R$ 8,90/kg em São Paulo, mantendo-se praticamente constantes ao longo do quarto trimestre. Apesar do aumento nos abates, o mercado se manteve equilibrado, sustentado por demanda externa positiva e consumo interno favorecido pelo período. A firmeza nos preços das demais proteínas animais também contribuiu para a estabilidade.
No comércio exterior, as exportações registraram forte recuperação em dezembro, totalizando 118,6 mil toneladas, alta de 25,6% sobre dezembro de 2024, após um novembro mais moderado, com 92 mil toneladas embarcadas. O quarto trimestre de 2025 encerrou com exportações 5,8% superiores ao mesmo período de 2024, enquanto o acumulado do ano apresentou avanço de 12%.

Quanto à oferta, os abates do quarto trimestre cresceram cerca de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com dezembro alinhado a dezembro de 2024. No total do ano, os abates aumentaram cerca de 3,5%. Com carcaças mais pesadas, a produção de carne suína avançou 4,7%, alcançando novo recorde próximo de 5,6 milhões de toneladas. O volume, somado ao recorde das exportações de 1,5 milhão de toneladas, permitiu que o consumo interno atingisse também máxima histórica, com 4,1 milhões de toneladas absorvidas pelos consumidores brasileiros.
Com margens médias de produção em torno de 25% em 2025 — o maior nível registrado nos últimos 20 anos — o setor suíno brasileiro encerra o ano em trajetória de consolidação e robustez, reafirmando 2025 como um dos melhores da história da suinocultura no país.
Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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