A carcinicultura brasileira vive um momento de transformação marcado por avanços técnicos, maior profissionalização e busca por sustentabilidade. Nesse cenário, o sistema multifásico de cultivo se consolida como uma das inovações mais relevantes, elevando a produtividade, reduzindo riscos sanitários e fortalecendo a competitividade. No Vale do Rio Pirangi — que engloba os municípios cearenses de Fortim e Beberibe —, a técnica vem sendo aplicada com sucesso, reposicionando o Ceará como referência nacional e internacional na produção de camarão marinho.
Diferente do modelo tradicional de ciclo único, o sistema multifásico — também conhecido como trifásico — divide o cultivo em três etapas: berçário, pré-engorda e engorda. Essa segmentação permite que a pós-larva passe por fases intermediárias de adaptação e fortalecimento, chegando ao viveiro final como juvenil mais robusto e uniforme.
O principal ganho é que o sistema possibilita mais ciclos anuais: ao reduzir o tempo de engorda, torna-se viável aumentar o número de cultivos ao longo do ano, ampliando a produtividade geral das fazendas.
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