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Saúde intestinal influencia desempenho e uniformidade na avicultura

Alterações no trato gastrointestinal podem comprometer o consumo de ração, a conversão alimentar e os resultados econômicos dos lotes

A eficiência produtiva na avicultura depende do equilíbrio entre manejo, nutrição, ambiência e sanidade. Dentro desse conjunto, a saúde intestinal exerce papel decisivo sobre ganho de peso, conversão alimentar e uniformidade dos lotes. Alterações no trato gastrointestinal podem reduzir o aproveitamento dos nutrientes e comprometer os resultados econômicos da granja.

Enterite necrótica exige atenção

A enterite necrótica está entre os principais desafios associados ao intestino das aves. A enfermidade é relacionada à proliferação excessiva de Clostridium perfringens, bactéria presente naturalmente no organismo, mas capaz de causar lesões quando encontra condições favoráveis. Os impactos podem surgir de forma gradual, com menor consumo de ração, piora na conversão alimentar, fezes alteradas e maior número de aves fora do padrão.

Outros agentes, como Escherichia coli, também podem contribuir para desequilíbrios intestinais. Além da presença de microrganismos, fatores como qualidade da cama, umidade, densidade, temperatura, composição da dieta e falhas de manejo influenciam diretamente a estabilidade do lote.

Monitoramento do consumo de ração, das condições da cama e do comportamento das aves ajuda a identificar alterações na saúde intestinal e prevenir perdas de desempenho nos lotes. Crédito: Imagem gerada por IA

Segundo Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, sinais como queda no consumo, aumento da umidade da cama e perda de uniformidade devem ser acompanhados com atenção. “O controle desses desafios precisa ser feito de forma conjunta, envolvendo bom manejo, nutrição adequada, acompanhamento veterinário e soluções que ajudam a manter o equilíbrio”, afirma.

Controle exige ações integradas

O controle da saúde intestinal exige uma abordagem integrada. Medidas de biosseguridade, limpeza das instalações, água de boa qualidade, formulação equilibrada da ração, monitoramento do consumo e acompanhamento veterinário formam a base do manejo preventivo.

O release também cita o uso de aditivos voltados ao trato gastrointestinal como ferramenta complementar. Esses produtos, porém, devem ser avaliados dentro de um programa técnico, considerando a fase de criação, o histórico sanitário da granja e a orientação do médico-veterinário ou nutricionista responsável. A resposta produtiva depende do conjunto das práticas adotadas, e não de uma solução isolada.

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