A Boehringer Ingelheim realizou nesta terça feira (17) o Salmonella Experts, em Indaiatuba, interior de São Paulo. Líderes da Boehringer Ingelheim e renomados especialistas do mercado apresentaram as melhores estratégias de prevenção e combate à Salmonelose em suínos no país.
A salmonelose suína é uma doença bacteriana causada por bactérias do gênero Salmonella, especialmente sorovares como Salmonella Typhimurium e Salmonella Choleraesuis. Ela pode causar diarreia, septicemia, queda no desempenho e também representa risco à segurança alimentar. O controle depende principalmente de biosseguridade, manejo e higiene.
Entre os aspectos da biosseguridade da granja que devem ser observados estão controle de entrada de animais (quarentena de suínos novos), restrição de visitantes e uso de roupas e botas exclusivas da granja, controle de veículos que entram na propriedade e a compra de leitões de granjas livres ou monitoradas para Salmonella.
Os produtores devem ficar atentos a detalhes da higiene e desinfecção, limpeza completa de instalações entre lotes (sistema “tudo dentro – tudo fora”), lavagem com detergente seguida de desinfetantes eficazes contra Salmonella e o cuidado em manter comedouros e bebedouros sempre limpos.
Dentro do manejo sanitário, os produtores devem se atentar ao monitoramento laboratorial periódico, uso estratégico de antimicrobianos, quando indicado por veterinário e também, ao uso de vacinas contra Salmonella.
De acordo com Abilio Alessandri, Diretor da Unidade de Negócios para Avicultura e Suinocultura da Boehringer Ingelheim, a preocupação da empresa é oferecer amplas condições à suinocultura para a defesa contra a infeccão por salmonella. “Este é um tema que nos é muito sensível pelo grave impacto econômico e social”, afirmou.

Na abertura do evento, Roberto Guedes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, debateu a melhor forma de reduzir o impacto da salmonelose dentro e fora da granja. De acordo com Guedes, a salmonelose é um problema de saúde pública. “O desenvolvimento de doenças é frequente. Diferentes espécies animais se infectam e eliminam cepas nas fezes. A introducão da bactéria na granja vem de animais carreadores, do ambiente, alimento, água, vetores mecânicos etiológicos e fômites”, destacou. “O organismo sobrevive de 3 a 6 meses em ambiente com fezes úmidas ou secas”, explicou. “Limpeza e higiene são fundamentais para o controle da ocorrência da salmonella nas granjas”, afirmou.

Na sequência, Jalusa Kich, médica-veterinária e pesquisadora da Embrapa Aves e Suínos, trouxe o tema “Salmonella em suínos: uma questão de saúde pública”. Segundo ela o impacto é gerado pelas intoxicações alimentares, a resistência dos antimicrobianos e o alto custo econômico pelas perdas na suinocultura. “O risco ao consumidor é pela contaminação da carne, uma ameaça direta”, disse. “O suíno também se infecta com uma variedade de sorovares que não causa doença mas podem ser a fonte de contaminação para o produto final”, destacou.

Luciana Hernig, coordenadora técnica da Boehringer Ingelheim, apresentou uma palestra técnica sobre a vacina Enterisol Salmonella T/C. A vacina Enterisol Salmonella T/C é utilizada na suinocultura para prevenção da salmonelose causada principalmente por Salmonella Typhimurium e Salmonella Choleraesuis. Ela é uma vacina viva atenuada administrada por via oral e apresenta várias vantagens sanitárias e produtivas.

A vacina contém duplo antígeno (Typhimurium e Choleraesuis), protegendo contra dois dos principais agentes da salmonelose em suínos, o que amplia o espectro de proteção dentro da granja. Ela também reduz sinais clínicos e, assim, os animais vacinados apresentam menor incidência de diarreia, menos lesões intestinais e menor mortalidade associada à doença.
A vacinação com Enterisol Salmonella T/C diminui ainda a excreção fecal de Salmonella e colonização de linfonodos e intestino, o que ajuda a reduzir a disseminação da bactéria entre animais e dentro da granja. O resultado é a melhoria no desempenho produtivo. Estudos mostram que suínos vacinados podem apresentar maior ganho médio diário de peso e melhor desempenho na fase de crescimento e terminação.
Há também uma sensível contribuição para segurança alimentar, com a redução da colonização e da menor excreção bacteriana, que reduz a contaminação no abate e, consequentemente, o risco de transmissão para humanos através da carne suína. A Enterisol Salmonella T/C é de administração oral (água de bebida ou dose oral), em dose única, podendo ser aplicada em leitões a partir de cerca de 2 semanas de idade e, assim, reduz o estresse comparado à vacinação injetável.

Segundo Luciana Hernig, as principais vantagens da Enterisol Salmonella T/C são proteção contra dois sorovares importantes, redução da excreção bacteriana, melhoria do desempenho produtivo, facilidade de aplicação e contribuição para a biossegurança e segurança alimentar.
Ao final do evento, José Roberto Pozzebon, renomado especialista em cortes suínos, fez uma ativação gastronômica única com cortes especiais de suínos para o jantar. Com mais de 25 anos de atuação em frigoríficos, Pozzebon iniciou sua trajetória aos 17 anos na Seara Alimentos e trilhou uma carreira de sucesso baseada em dedicação, conhecimento técnico e paixão pela arte do corte. De aprendiz no setor de limpeza de papadas, rapidamente conquistou espaço, passando por todos os processos produtivos até se tornar gerente de produção em grandes indústrias como Seara e Diplomata. Formado em Tecnologia de Alimentos e com pós-graduação em Engenharia de Produção, hoje ele é consultor técnico de frigoríficos em todo o Brasil, ajudando empresas a tornarem seus processos mais eficientes e lucrativos.

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