A comparação entre 2025 e 2024 mostra avanço dos custos de ração, energia e logística, pressionando margens do frango brasileiro mesmo com demanda aquecida. A avicultura de corte brasileira atravessou o último ano sob forte pressão de custos, consolidando um cenário mais oneroso do que o observado em 2024. Embora o setor siga como um dos mais eficientes do agronegócio nacional, a elevação dos principais componentes do custo de produção reduziu margens e exigiu ajustes rápidos por parte de produtores integrados e agroindústrias.
Dados consolidados do setor indicam que o custo total de produção do frango de corte em 2025 ficou, em média, entre 6% e 10% superior ao de 2024, dependendo da região produtora, do modelo de integração e do nível tecnológico dos aviários. O avanço reflete principalmente o comportamento da alimentação animal, além de aumentos em energia, logística e mão de obra.
Jorge Luiz de Lima, Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados – Sindicarne/SC – e da Associação Catarinense de Avicultura – ACAV, explica que o que mais tem impactado a indústria de produção de proteína animal no Brasil como um todo é a questão dos juros altos na tomada de crédito para novos investimentos, que estão na faixa de 15% “E o que tem pesado também de maneira muito efetiva dentro do nosso sistema é a pressão dos preços bases dos insumos agropecuários, o que sem dúvida nenhuma tem sido um fator preponderante para determinar que nós tenhamos que ter mais cuidado e melhor planejamento para melhores resultados e sem ter que passar preços para nosso produto final para chegue à mesa do consumidor”, aponta.
Mauro Turchetto, médico-veterinário, Gerente de Produção e Logística da Coopavel e doutor em bem- -estar animal explica que a indústria mensura de forma quantificada e as condenas parciais e total são de acordo com a legislação. Segundo ele, existe cálculo do impacto financeiro de lesões de pata, dermatite e problemas de qualidade de carcaça. “As lesões de pata na avicultura geram perdas financeiras”, afirma. “Possuímos sistemas que identificam e avaliam cada lote de frango, e não há interferência nos demais integrados. Por isso, não estratificamos o impacto financeiro”, aponta Turchetto.
Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

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