A projeção para a safra brasileira de soja 2025/26 foi revisada para 177,8 milhões de toneladas, recuo de 2,1% frente à estimativa anterior. Mesmo com o ajuste, o volume permanece como recorde histórico nacional. O corte reflete principalmente perdas climáticas concentradas no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul.
No estado gaúcho, a produtividade foi reduzida em 11,8%, com rendimento médio abaixo de três toneladas por hectare. As chuvas tardias e irregulares comprometeram parte do potencial produtivo das lavouras. Como a colheita na região ainda está em andamento, novas revisões não estão descartadas nas próximas semanas.
Com a produção menor, os estoques finais de soja foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas. Apesar da redução, o consumo doméstico permanece estimado em 65 milhões de toneladas e as exportações em 112 milhões de toneladas, mantendo o equilíbrio geral do quadro de oferta e demanda.

No caso do milho, o cenário é mais favorável. A primeira safra teve leve revisão positiva e pode alcançar 26,8 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul apresentou melhora na produtividade, beneficiado por um ciclo mais precoce do cereal, menos impactado pela irregularidade das chuvas.

Para a segunda safra, a chamada safrinha 2025/26, a estimativa subiu 0,3% em relação ao mês anterior, podendo atingir 106,7 milhões de toneladas. O avanço está ligado à melhora no ritmo de plantio em Mato Grosso e à elevação da produtividade projetada para o estado.

Considerando também a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total de milho no ciclo foi revisada para 136 milhões de toneladas. O volume representa incremento em relação à projeção anterior e reforça a importância do cereal na base da ração e da proteína animal.
As exportações da safra 2024/25 foram consolidadas em 41,6 milhões de toneladas. Para 2025/26, a expectativa é de continuidade da demanda externa, enquanto o consumo interno segue em trajetória de crescimento, sustentado pela indústria de proteína animal e pelo etanol de milho.
O mercado permanece atento ao comportamento climático nas próximas semanas, especialmente no Centro-Oeste, onde a definição das chuvas em abril será determinante para o potencial final da safrinha.
Fonte: StoneX, adaptado pela equipe Feed&Food
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