Mesa de Mercado · CEPEA
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Roberto Rodrigues abre IFC Brasil 2026 com análise sobre a nova ordem mundial e os impactos para o pescado brasileiro

Ex-ministro da Agricultura fará a palestra magna do International Fish Congress, que será realizado de 2 a 4 de setembro, com o tema “Aquicultor Forte, Brasil Competitivo”

As mudanças na geopolítica mundial, os novos fluxos do comércio internacional e seus impactos sobre o agronegócio e a produção brasileira de pescado estarão no centro da abertura do International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026. O evento será realizado de 2 a 4 de setembro e terá como tema “Aquicultor Forte, Brasil Competitivo”.

A palestra magna será conduzida pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, professor emérito do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas. Com o tema “A Nova Ordem Mundial: impactos, desafios e estratégias de mercado para o Agro e para o pescado brasileiro”, a apresentação está marcada para as 9 horas do dia 2 de setembro.

A participação de Roberto Rodrigues abrirá uma programação voltada à análise dos principais fatores que influenciam a competitividade da aquicultura brasileira, entre eles custos de produção, abertura de mercados, exportações, inovação, sanidade, biosseguridade, nutrição, melhoramento genético, seguro aquícola e organização das cadeias produtivas.

Para Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil, ex-ministro da Pesca e Aquicultura e professor da Fundação Getúlio Vargas, a presença de Roberto Rodrigues amplia a inserção do pescado nas discussões estratégicas do agronegócio brasileiro.

“A aquicultura brasileira vive um momento decisivo. O país possui recursos naturais, capacidade produtiva, conhecimento técnico e empresas preparadas para crescer, mas precisa transformar esse potencial em maior competitividade. O IFC Brasil reúne produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores, instituições financeiras e governos justamente para construir soluções coletivas para os desafios da cadeia. A presença de Roberto Rodrigues na abertura amplia esse olhar ao conectar a aquicultura às transformações geopolíticas, às novas exigências do mercado mundial e ao papel estratégico do Brasil na produção de alimentos”, afirma Gregolin.

Após a palestra magna, a programação do primeiro dia seguirá com o Painel de Líderes, que reunirá representantes de empresas do setor para discutir desafios, perspectivas e estratégias para o mercado de pescado.

Roberto Rodrigues fará a palestra magna de abertura do IFC Brasil 2026, com análise sobre geopolítica, comércio internacional e os impactos para o pescado brasileiro. Crédito: Divulgação/IFC Brasil

No período da tarde, representantes da Embrapa, da ApexBrasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério da Pesca e Aquicultura participarão de um debate sobre exportações e importações brasileiras de pescado, tarifas, abertura de mercados e os desafios para o desenvolvimento da aquicultura nacional.

Segundo a CEO do IFC Brasil, Eliana Panty, a proposta é aproximar os diferentes agentes da cadeia produtiva e transformar o conhecimento compartilhado durante o evento em oportunidades para quem atua diretamente na atividade.

“O IFC Brasil foi construído para conectar os diferentes elos da cadeia, aproximando quem produz, pesquisa, desenvolve tecnologias, processa e comercializa o pescado. Nesta edição, queremos transformar os grandes debates do setor em conhecimento aplicável, novos negócios e oportunidades concretas para os aquicultores. O tema ‘Aquicultor Forte, Brasil Competitivo’ traduz essa missão: fortalecer quem está na produção para que toda a cadeia avance de maneira organizada, sustentável e preparada para novos mercados”, destaca Panty.

Cooperativismo impulsiona a piscicultura no Paraná

A palestra magna de Roberto Rodrigues conta com o apoio institucional do Sistema Ocepar, entidade que representa as cooperativas do Paraná e atua no fortalecimento das cadeias produtivas desenvolvidas no estado.

A participação da organização está diretamente relacionada à importância do modelo cooperativista para a piscicultura paranaense. A atividade desenvolvida pelas cooperativas é um dos principais fatores que consolidam o Paraná como o maior produtor brasileiro de peixes de cultivo, respondendo por cerca de 27% da produção nacional.

Para José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, a presença de Roberto Rodrigues no IFC Brasil contribui para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades da atividade.

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues abrirá o IFC Brasil 2026 com uma análise sobre geopolítica, comércio internacional e os impactos para o pescado brasileiro. Crédito: Divulgação

“A presença de Roberto Rodrigues no IFC 2026 é um marco estratégico para a piscicultura, pois sua autoridade global em agronegócio e cooperativismo oferece caminhos claros para o fortalecimento do modelo de integração que consolidou o Paraná como líder nacional. Ao debater geopolítica de alimentos e políticas públicas, o ex-ministro conecta os produtores locais às demandas internacionais de sustentabilidade, capacitando as cooperativas a superarem gargalos de infraestrutura e a expandirem suas exportações de tilápia com maior competitividade no mercado global”, afirma Ricken.

O modelo de integração cooperativista transforma pequenas propriedades familiares em polos altamente tecnológicos, garantindo aos produtores o fornecimento de alevinos de qualidade, ração balanceada, assistência técnica especializada e infraestrutura industrial para o processamento e a comercialização do pescado.

Essa organização contribui para reduzir os riscos de mercado enfrentados pelos piscicultores, amplia a escala produtiva e agrega valor ao produto final, com destaque para a tilápia. A atividade também representa uma fonte de renda estável e competitiva para as propriedades rurais.

Além do impacto socioeconômico, a atuação das cooperativas paranaenses destaca-se pelos investimentos em tecnologia e sustentabilidade ambiental. O setor vem avançando em sistemas de recirculação de água, monitoramento de efluentes, eficiência sanitária, modernização de frigoríficos e aprimoramento dos sistemas produtivos.

Ao alinhar o manejo adequado dos recursos naturais ao desenvolvimento industrial, as cooperativas contribuem para atender à demanda do mercado interno e ampliar a presença do pescado produzido no Paraná no comércio internacional.

Programação reúne diferentes elos da aquicultura

Além do Congresso Internacional de Aquicultura e da Feira de Tecnologias e Negócios, o IFC Brasil contará com uma série de atividades simultâneas.

Entre elas estão o Workshop Binacional Brasil-Paraguai sobre a produção de tilápia no reservatório de Itaipu; o Fórum Aqua 5.0, promovido pela Embrapa; uma reunião do BNDES com empresários do setor; o Workshop B2B Brasil–Chile; o workshop sobre exportação de peixes de cultivo; o V Simpósio Sul-Brasileiro de Bioflocos; e o encontro sobre agroindústrias de pescado de pequeno porte.

A programação também terá o Encontro Regional de Pescadores, apresentação de trabalhos científicos, o 9º Encontro Mulheres das Águas, Cozinha Show, Corredor do Sabor e o Festival do Tambaqui.

Nos demais dias, o congresso discutirá a competitividade da tilápia brasileira, os custos e a rentabilidade da produção, as inovações que estão transformando os sistemas aquícolas, a nutrição sustentável, o uso de probióticos, a prevenção de doenças, a biosseguridade, o melhoramento genético, o seguro aquícola e o desenvolvimento das cadeias produtivas do tambaqui e do camarão.

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil será realizado de 2 a 4 de setembro. A programação pode ser conferida no site www.ifcbrasil.com.br

Apoio e patrocínios

A 8ª edição do IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil é correalizada pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar. O IFC Brasil 2026 tem o patrocínio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), da Itaipu Binacional, Apex Brasil, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e do Governo Federal.

O IFC Brasil tem o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), Unila (Universidade Federal da Integração) e Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).

Serviço

International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026

Data: 2 a 4 de setembro de 2026

Tema: “Aquicultor Forte, Brasil Competitivo”

Palestra de abertura: “A Nova Ordem Mundial: impactos, desafios e estratégias de mercado para o Agro e para o pescado brasileiro”, com Roberto Rodrigues

Horário da palestra magna: 2 de setembro, às 9h

Informações e programação completa: canais oficiais do IFC Brasil

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