Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Referência do leite sobe 2,98% e chega a R$ 2,5005 no RS

Indicador projetado para julho avança R$ 0,0724 por litro, enquanto chuvas elevam preocupação com pastagens e produção de silagem

O valor de referência do leite no Rio Grande do Sul foi projetado em R$ 2,5005 por litro para julho de 2026. O indicador divulgado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite/RS) representa alta de 2,98% sobre a projeção de junho, fixada em R$ 2,4281.

A nova estimativa, apresentada na terça-feira (28) durante reunião virtual, corresponde a um acréscimo de R$ 0,0724 por litro. O Conseleite também informou que o valor consolidado de junho fechou em R$ 2,4320, apenas 0,07% acima dos R$ 2,4302 registrados em maio.

Mercado mantém estabilidade

Segundo o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, os valores permanecem próximos da média histórica e acompanham o comportamento observado em outros estados produtores.

“Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, afirmou.

Produtor e técnica analisam os indicadores da atividade leiteira e os possíveis impactos do excesso de chuva sobre as pastagens e a alimentação do rebanho. Crédito: Imagem gerada por IA

O indicador é elaborado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações de comercialização fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção considera os primeiros 20 dias do mês, enquanto o valor consolidado é calculado após o encerramento do período.

O valor de referência não corresponde necessariamente ao pagamento final recebido por cada produtor. Qualidade da matéria-prima, volume entregue, logística e outros parâmetros utilizados nas negociações podem alterar a remuneração.

Chuvas preocupam o setor

Representantes de produtores e indústrias também alertaram para os efeitos do excesso de chuva. A continuidade das precipitações pode prejudicar as pastagens de inverno e comprometer a implantação das áreas de verão, com reflexos sobre a formação de silagem e a oferta de alimento nas propriedades.

A Câmara Técnica e Econômica apresentou ainda parâmetros atualizados para o cálculo do indicador, que deverão ser incorporados às planilhas a partir da próxima rodada de aferição.

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