O Brasil alcançou 29.818 empresas exportadoras em 2025, o maior número da série histórica, segundo dados apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, realizada na quarta-feira (10).
Para agroindústrias, cooperativas e empresas ligadas ao comércio exterior, o avanço da base exportadora reforça a importância de políticas de crédito, acesso a mercados e acordos internacionais. O movimento ocorre em um cenário de crescimento da indústria brasileira, que avançou 3,1% em 2024 e 1,7% no primeiro quadrimestre de 2026, conforme informado pelo ministro.
Comércio exterior ganha peso
Durante a reunião, Márcio Elias Rosa afirmou que o fluxo de comércio brasileiro, considerando exportações e importações, cresceu 6,2% no ano passado. Segundo ele, instituições como BNDES, ABDI e Embrapii têm contribuído para a expansão da base exportadora nacional.
“O crescimento das exportações e importações, do fluxo de comércio no Brasil, no ano passado, foi de 6,2%, que é o topo da média colecionada pela Organização Mundial do Comércio. Graças ao BNDES, à ABDI e à Embrapii, nós temos hoje uma expansão viva da nossa base exportadora”, afirmou.
O ministro também citou a consolidação de novos acordos internacionais, como Mercosul-União Europeia e EFTA, como parte da estratégia para ampliar a presença do Brasil no comércio global. Para setores exportadores, esse tipo de agenda pode abrir oportunidades, mas também exige atenção a requisitos técnicos, sanitários, ambientais e regulatórios.

Crédito e indústria no radar produtivo
A Nova Indústria Brasil (NIB) também foi destacada durante o encontro. A política disponibiliza R$ 713 bilhões por meio do Plano Mais Produção. Segundo o MDIC, até o momento, já foram contratados 428 mil projetos.
De acordo com o ministro, 61% desses projetos estão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A distribuição regional foi apresentada como parte da tentativa de ampliar o alcance da política industrial e levar investimentos para diferentes regiões do país.
Para agroindústrias e empresas que atuam no processamento de alimentos, logística, máquinas, tecnologia e exportação, o acesso a crédito e a modernização produtiva são fatores importantes para ampliar competitividade. O tema ganha relevância especialmente em cadeias que dependem de eficiência industrial para agregar valor à produção agropecuária.
Agenda com federações e associações
O MDIC também informou que iniciará, a partir de junho, um ciclo de visitas a federações das indústrias e associações comerciais, em parceria com ABDI, ApexBrasil e BNDES. O objetivo será apresentar mecanismos de crédito ligados à NIB e discutir oportunidades abertas por novos acordos internacionais.
Para o setor produtivo, a agenda pode ajudar empresas a entenderem melhor as linhas disponíveis, os instrumentos de apoio à exportação e os caminhos para acessar novos mercados. No caso do agro, a competitividade externa depende não apenas da produção no campo, mas também da capacidade de processamento, certificação, logística e negociação comercial.
O avanço da base exportadora brasileira, somado ao crescimento industrial e à busca por novos acordos, reforça um ambiente de maior atenção ao comércio exterior. O ponto central está em acompanhar como essas medidas podem impactar agroindústrias, cooperativas e cadeias produtivas voltadas ao mercado internacional.
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