Após três meses consecutivos de alta, os preços da soja passaram a recuar em dezembro na Bolsa de Chicago (CBOT) e mantiveram o movimento de baixa na primeira quinzena de janeiro. A pressão veio, principalmente, do bom desempenho da safra sul-americana, favorecida por condições climáticas positivas, além do avanço da colheita no Brasil, que ocorre sob expectativa de recorde histórico.
Segundo informações do último relatório do Itaú BBA, em dezembro, as cotações da soja na CBOT registraram desvalorização de 4,1%, encerrando o mês a US$ 10,75 por bushel. O movimento negativo continuou na primeira metade de janeiro, com queda adicional de 3,2%, levando os preços para US$ 10,40 por bushel.
No mercado brasileiro, os preços também seguiram a tendência internacional. Em dezembro, a saca de soja em Sorriso (MT) recuou 1,6%, sendo cotada a R$ 116,60. Na primeira quinzena de janeiro, a pressão se intensificou, com desvalorização de 6,7%, para R$ 108,80 por saca, refletindo o comportamento baixista observado em Chicago.

Apesar da atuação do fenômeno La Niña e da irregularidade climática registrada no início do ciclo, a safra brasileira apresenta desempenho considerado positivo. Diante desse cenário, diversas consultorias revisaram suas estimativas de produção para cima, com a média das projeções convergindo para cerca de 180 milhões de toneladas. A colheita, que caminha para um novo recorde, já teve início e alcança 2% da área no Mato Grosso, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
No comércio exterior, as exportações brasileiras de soja também atingiram um novo recorde em 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 108,2 milhões de toneladas no ano. Somente em dezembro, o país exportou 3,4 milhões de toneladas da oleaginosa. No acumulado de 2025, a China respondeu por 79% do volume exportado pelo Brasil, participação superior aos 73% registrados em 2024.
Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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