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Mesa de Mercado · CEPEA
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Qualidade da progênie começa na matriz: Biochem debate desafios da avicultura

2º workshop realizado em paralelo ao PSA Latam 2026 reuniu profissionais para discutir genética, produtividade e os caminhos para uma produção mais eficiente.

A qualidade da progênie começa antes mesmo da chegada do pintinho ao campo. Essa perspectiva esteve no centro do 2º workshop promovido pela Biochem do Brasil em paralelo à 2026 Latin American Scientific Conference (PSA Latam), realizado na última segunda-feira (5), em Foz do Iguaçu (PR).

Com tema voltado à qualidade da progênie, o encontro discutiu a relação entre matriz, genética e desempenho de campo, além dos desafios para a produção de aves cada vez mais eficientes. A programação reuniu profissionais ligados à genética, produção e serviços técnicos para ampliar a discussão sobre os diferentes elos da cadeia avícola.

Para Paulo Ricardo Lima de Oliveira, diretor da Biochem do Brasil, a realização do workshop está relacionada à própria cultura da empresa. “Temos esse foco em desenvolvimento realmente de acordo com a necessidade dos clientes, a necessidade do mercado. E não só o que ele está passando, mas tentando antecipar os eventos ou as tendências e promover um fórum de discussão de um nível de boa qualidade”, afirmou.

Paulo Ricardo Lima de Oliveira, diretor da Biochem do Brasil.

Conteúdo construído a partir das demandas do setor

A definição dos temas do workshop começa meses antes do evento. De acordo com Oliveira, a Biochem do Brasil mantém conversas com técnicos, consultores e profissionais do mercado para identificar quais questões estão ganhando relevância e quais desafios precisam ser discutidos.

Essa dinâmica também orienta a escolha dos participantes, aproximando o conteúdo apresentado da realidade enfrentada diariamente no campo e valorizando a experiência de quem lida diretamente com os desafios da produção. “Eu posso ter vários trabalhos, pesquisa, um monte de informação, mas eu não consigo compartilhar em geral a riqueza. Eu acho que esse é o grande ponto”, destacou.

Para Renato Delgado Barbosa, gerente de vendas de monogástricos da Biochem do Brasil, a evolução do workshop demonstra que o formato ganhou espaço entre os profissionais do setor. A iniciativa começou dois anos antes, também em paralelo ao PSA, e reuniu um grupo ainda mais amplo de participantes nesta edição. “Os principais players hoje do mercado nacional estão aqui dentro, então realmente a relevância é muito grande em todas as áreas do Brasil”, pontuou Renato, ressaltando que a presença de representantes de diferentes regiões e empresas de genética ampliou a troca de experiências.

Renato Delgado Barbosa, gerente de vendas de monogástricos da Biochem do Brasil.

Matriz como ponto de partida

Um dos principais pontos levantados durante o encontro foi a necessidade de olhar para a cadeia produtiva antes que os problemas cheguem à progênie. Barbosa acredita que grande parte dos esforços empregados atualmente ocorre de maneira corretiva, quando a ave já apresenta algum desafio. “A gente muitas vezes está tomando medida paliativa. Então o produto já chega com algum problema, com algum desafio e a gente está tentando contornar o problema. E, na realidade, hoje a gente está dando um passo atrás”, explicou.

A proposta discutida no workshop é trabalhar a cadeia desde a matriz e o macho, buscando melhorar as condições que irão influenciar a qualidade da progênie. A abordagem considera que o desempenho observado posteriormente no frango de corte está diretamente relacionado a decisões tomadas em etapas anteriores da produção.

Genética exige novos ajustes na produção

Na avaliação de Paulo Ricardo Lima de Oliveira, a evolução genética das aves vem acompanhada de desafios relacionados à produtividade e à necessidade de ajustes constantes no sistema de produção. Nesse cenário, a proximidade com o produtor é importante para compreender as dificuldades específicas e buscar soluções conjuntas. “Especificamente na avicultura, a gente tem visto muito desafio em relação à produtividade, às dificuldades com os ajustes genéticos. Então, a ideia é estar junto com o produtor e falar da sua dor”, sustentou.

A atuação da empresa na América Latina — do México à Argentina — permite observar diferentes cenários e exigências de mercado, desde a segurança e qualidade dos produtos até a saúde intestinal e a eficiência na utilização de nutrientes.

Troca de conhecimento como estratégia

Mais do que apresentar soluções, a proposta do workshop é estabelecer um ambiente de diálogo entre empresas, produtores, técnicos, consultores e representantes da genética para aproximar ciência e realidade de campo. “A melhor forma de crescimento é o desafio que a gente encontra. O que a gente pede: venhamos desafiar, vamos sentar, vamos ter um diálogo e vamos buscar o crescimento para todos”, concluiu Oliveira.

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