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Proteína no centro do prato: como a ciência reposiciona os ovos na nutrição humana

Avanços científicos, novas diretrizes alimentares e mudança de hábitos colocam o ovo como aliado estratégico da saúde ao longo da vida

proteína do ovo

Durante décadas, o ovo ocupou um lugar ambíguo na mesa dos consumidores. Rico em nutrientes, mas cercado por dúvidas especialmente em relação ao colesterol, o alimento passou por um processo de reavaliação científica que, nos últimos anos, mudou de forma consistente a percepção sobre seu papel na alimentação humana. Hoje, à luz de novas evidências e diretrizes nutricionais, o ovo volta ao centro do debate como uma fonte acessível, completa e estratégica de proteína.

Para a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil (IOB), essa transformação acompanha uma visão mais ampla sobre saúde e qualidade de vida. “A ciência tem demonstrado que o estilo de vida é fundamental para a saúde e o bem-estar. Hábitos como a prática de exercícios físicos, o sono adequado e uma alimentação equilibrada, baseada na comida de verdade, são determinantes para a preservação da saúde”, afirma.

Nesse contexto, o ovo se destaca não apenas pelo teor proteico, mas pela densidade nutricional. “O ovo é um alimento rico em nutrientes que contribuem para um melhor estado de saúde”, explica Lúcia. Um dos pontos centrais é a colina, nutriente essencial para o funcionamento cerebral. “O ovo é a segunda maior fonte alimentar de colina, precursora da acetilcolina, fundamental para memória e aprendizado, o que o torna particularmente valioso para a saúde cerebral em todas as fases da vida”, ressalta.

Além da colina, a gema concentra compostos bioativos com papel relevante na prevenção de doenças. “A luteína e a zeaxantina são carotenoides com potente ação antioxidante presentes na gema, com elevada biodisponibilidade graças à gordura natural do alimento”, explica a nutricionista. Segundo ela, esses compostos são fundamentais para a proteção ocular contra a degeneração macular e também estão associados à saúde cognitiva e à prevenção do declínio cognitivo.

Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

proteína do ovo

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