Ainda em 2010, era publicado o livro intitulado “Nutrição Animal, principais ingredientes e manejo de aves e suínos” – ISBN 978-85-7467-017-1, fruto da iniciativa de um reconhecido especialista da nutrição animal à época, meu finado amigo Regis Regina, que contava com a colaboração de outros pesquisadores que abrilhantaram a obra. Um dos capítulos abordava a importância e a qualidade do milho na produção das dietas animais, identificava o Zea Mays (família Poaceae e gênero Zea) como cereal cultivado praticamente em todo mundo devido às suas propriedades nutricionais, capacidade energética e, sobretudo, seu excelente potencial produtivo.
O texto ressaltava que as diversas cultivares do milho facilitam sua adaptação em vários tipos de solo, altitude, clima, e também da possibilidade de alteração das suas propriedades para atendimento às diversas aplicações. Além disso, premeditava que as “duas” safras poderiam somar algo em torno de 55 milhões de toneladas naquele ano.
Quinze anos se passaram e o montante mais que dobrou, já que a expectativa de colheita pode alcançar 123 milhões de toneladas, oriundas das “três” safras (24,9 milhões na 1ª.; 95,5 milhões na 2ª.; 2,4 milhões na 3ª.) do milho semeadas, conforme expectativa da CONAB divulgada no mês passado (6º. Levantamento/Safra 2024/2025).
Em 2010, a indústria de alimentação animal produziu 61 milhões de toneladas de rações, cujas composições carregaram 60% de milho. Por sua vez, agora nesse ano corrente, provavelmente mais de 55 milhões de toneladas do cereal serão exigidas para atender a respectiva demanda da cadeia produtiva de proteína animal (carnes, leite, ovos, organismos aquáticos), equinos e pet food.

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