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Produção de leite avança no Ceará e alimentação pesa nos custos dos suínos

Levantamentos do Campo Futuro mostram crescimento da atividade leiteira no Semiárido e apontam ração como principal componente do custo da suinocultura em Minas Gerais

O Projeto Campo Futuro realizou, entre 4 e 6 de agosto, levantamentos dos custos de produção da pecuária leiteira em Milhã, Quixeramobim e Morada Nova, no Ceará. Os resultados mostram aumento da produção nas regiões analisadas, ao mesmo tempo em que produtores relatam desafios relacionados ao clima e à disponibilidade de mão de obra especializada.

Em Milhã, a propriedade modal passou de cerca de 200 para 350 litros de leite por dia em relação ao levantamento anterior. O avanço ocorreu com aumento do rebanho e da produtividade e permitiu cobrir desembolsos, pró-labore e depreciação da atividade.

Produção dobra em Morada Nova

Em Quixeramobim, predominam propriedades com produção média de 100 litros por dia. Segundo o levantamento, a margem bruta por hectare da atividade leiteira ficou 84% acima da obtida com o arrendamento para pecuária de corte.

Já em Morada Nova, a produção modal dobrou em três anos, passando de 100 para 200 litros diários. O resultado foi associado a investimentos em melhoramento genético e planejamento forrageiro.

Vacas leiteiras em sistema de ordenha, etapa central da produção acompanhada pelos levantamentos de custos do Projeto Campo Futuro no Ceará. Crédito: Reprodução.

As condições climáticas de 2025, porém, aumentaram a necessidade de aquisição de volumosos fora das propriedades e pressionaram os custos. Estratégias como pastagens cultivadas, silagem de sorgo e palma forrageira ajudaram a enfrentar períodos de menor disponibilidade de alimentos.

Nas três regiões, a falta de mão de obra especializada apareceu como um dos principais desafios. Com a etapa cearense, o projeto encerrou os levantamentos da pecuária de leite de 2026, após trabalhos em Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Bahia.

Ração concentra custos na suinocultura

Em Ponte Nova (MG), outro painel analisou a suinocultura independente em sistema de ciclo completo. A alimentação representou 76,6% do Custo Operacional Efetivo (COE), enquanto a mão de obra respondeu por 7,1%.

Os dados reforçam o peso dos insumos alimentares na estrutura de custos da produção suína e ajudam a dimensionar os fatores que influenciam a rentabilidade da atividade.

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