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Primeiro laboratório vivo recebe patrocínio de quatro empresas

As obras estão em fase final de execução, com previsão de término em julho de 2022

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foto: divulgação

Novidades estão chegando e o Presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, anunciou nesta quarta-feira  (27), em uma coletiva de imprensa, as quatro empresas que vão compor o conselho gestor do hub de inovação, para a criação do primeiro laboratório vivo do agro brasileiro. O Banco do Brasil, a Bayer, a Nutrien Soluções Agrícolas e a Jacto são as instituições parceiras da Embrapa e co-fundadoras do AgNest.

A instalação se encontra em uma fazenda de 60 hectares em Jaguariúna (SP), junto a um dos centros de pesquisa da Embrapa. O AgNest que recebeu financiamento dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A iniciativa, caracterizada por aliar o conhecimento científico ao empreendedorismo na geração de soluções digitais e sustentáveis para a agricultura nacional, segue um modelo de governança público-privada que tem a Embrapa como instituição âncora em  Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Um dos diferenciais do AgNest será a disponibilidade de conectividade em toda a fazenda, com tecnologias comerciais e em desenvolvimento, ambiente perfeito para o avanço da agricultura digital. Oferece infraestrutura completa para o desenvolvimento de soluções que envolvem três vertentes: experimentação em campo, agricultura digital e a sustentabilidade da agropecuária.

O AgNest possui estrutura predial para escritórios, smart lab, espaço maker e áreas de coworking para interação, colaboração e eventos, área de campo e apoio, onde as startups poderão desenvolver, testar, validar e demonstrar novas tecnologias, desde as fases de ideação à atuação comercial, em um ambiente rural totalmente conectado e estrategicamente posicionado no ecossistema de inovação do interior paulista. Está inserido no Corredor de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, ecossistema de inovação agropecuária que abrange o eixo formado pelos municípios de Campinas, Jaguariúna, Piracicaba, São Carlos e Ribeirão Preto. As obras estão em fase final de execução, com previsão de término em julho de 2022.

Visão do Agro Brasileiro

Encerrando a coletiva, o gestor anunciou o lançamento da Plataforma Visão de Futuro do Agro Brasileiro que consolida sinais e tendências do setor, apontando os principais desafios em cada uma das oito megatendências identificadas ao final de um grande trabalho de inteligência estratégica. “Essa Visão é fruto do esforço de mais de 300 especialistas e lideranças do agro nacional, da análise de mais de 120 documentos e de discussões ocorridas em mais de 30 eventos nacionais e internacionais”, destacou o presidente que, na sequência, explicou melhor três das oito megatendências, explicitando a vinculação delas com a atuação da Empresa: biorevolução, agricultura digital e crescimento dos sistemas integrados.

As soluções que a Embrapa desenvolve desde os anos 90 ganham destaque especial neste momento em que Rússia e Ucrânia (maiores fornecedores de fertilizantes para o Brasil), estão envolvidas em um conflito que evidencia o risco da alta dependência do Brasil da importação desses insumos. Além disso, Moretti pontuou a Caravana FertBrasil, ação integrante do Plano Nacional de Fertilizantes, coordenada pela Embrapa. 

O foco da caravana é na disseminação do conhecimento de fertilizantes a fim de ampliar, entre 10 e 20%, a eficiência do uso desses insumos pelos produtores brasileiros. “Isso pode representar entre 1 e 2 bilhões de reais em economia para o Brasil só neste ano”, segundo presidente.

A consolidação do AgNest mencionado no início da entrevista é o exemplo mais recente da atuação da Embrapa no enfrentamento dos desafios apontados pela megatendência Agricultura Digital. O uso de drones, inteligência artificial, IoT e outros recursos digitais foi ainda mais intensificado durante a pandemia, inclusive no setor agro. 

Por fim, ao abordar a megatendência de crescimento dos sistemas integrados, Moretti lembrou das contribuições dos sistemas ILPF para uma agricultura sustentável e descarbonizante, capaz de produzir alimento, fibras e bioenergia. Movida a ciência, a agricultura brasileira seguirá contribuindo para garantir a segurança alimentar do Brasil e do mundo, acredita o gestor.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

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