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Preço do frango abatido no MS registra crescimento de 24%

Os altos custos para o manejo adequado e a baixa saída têm pressionado as cotações

avicultura
Reprodução

Ao observar queda significativa na comercialização de frangos abatidos no Mato Grosso do Sul, o Departamento Técnico do Sistema Famasul, com dados da Central de Abastecimento do Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS), identificou que o preço da proteína comercializada no atacado registrou aumento de 4,51% nos três primeiros meses deste ano. O valor, que antes era comercializado a R$7,18, agora passa a ser de RS8,94. 

A analista técnica, Eliamar Oliveira, explica que a pressão sobre os preços responde ao aumento da oferta. No entanto, a produção de frango de corte tem o ciclo mais curto, o que possibilita se adequar à demanda para evitar oferta excessiva e minimizar a pressão. “Se por um lado o abate aumentou 3% em 2022, as exportações do Estado cresceram 8,93% de um ano para o outro ajudando na absorção do aumento da oferta”.

Segundo informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), esse escoamento foi potencializado com o aumento de 8,6% dos embarques do Brasil para o exterior. O bom desempenho das exportações brasileiras de carne de frango deverá seguir em 2022. A estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é que cresça 6,36% em relação aos embarques de 2021. Os três maiores compradores da proteína de Mato Grosso do Sul são: China, (respondendo 19% da receita); Japão (16,8%); e Emirados Árabes Unidos (15,16%).

Custos ao produtor 

“O cenário de maior preço do frango no atacado, maior liquidez e maior receita para as indústrias com vendas para o exterior, não reflete diretamente em maior rentabilidade para o produtor, tendo em vista o aumento expressivo nos custos de produção”, enfatiza Eliamar.

“Os avicultores gastaram, em média, 41% a mais com energia elétrica entre 2021 e 2022. O aumento significativo foi resultado do maior valor da tarifa, da aplicação da bandeira vermelha por longo período e do pagamento de escassez hídrica. Em contrapartida, o aumento do consumo teve um acréscimo de apenas 8% neste período. Esse insumo representa 30% dos gastos na produção, resultando em maior impacto para o produtor rural”, é o que afirma a CNA.

Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.

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