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Pesquisa identifica indícios genéticos que podem tornar galinhas mais resistentes à gripe aviária

Estudo do Instituto Roslin mapeia regiões do DNA associadas à resposta imunológica das aves e abre caminho para estratégias de proteção no futuro

Resistência genética à gripe aviária

Pesquisas realizadas pelo Instituto Roslin, da Universidade de Edimburgo, indicam que determinadas regiões do DNA de galinhas podem estar relacionadas à resistência natural contra a gripe aviária altamente patogênica. O estudo analisou aves que sobreviveram a um surto letal ocorrido em 2015 e encontrou pistas que podem contribuir para o desenvolvimento de estratégias de proteção no futuro.

Os pesquisadores utilizaram amostras de sangue para comparar o DNA de galinhas sobreviventes com o de aves presumidamente suscetíveis, buscando diferenças genéticas que pudessem explicar a capacidade de algumas delas resistirem ao vírus. O surto analisado apresentou taxa de mortalidade superior a 99%, o que torna os resultados ainda mais relevantes.

O levantamento identificou regiões específicas em nove áreas do genoma das aves onde variações genéticas parecem desempenhar papel importante na resposta imunológica. Embora não exista um único gene responsável pela resistência, vários genes candidatos foram apontados como potenciais aliados no enfrentamento do vírus.

Resistência genética à gripe aviária
Pesquisas realizadas pelo Instituto Roslin indicam que determinadas regiões do DNA de galinhas podem estar relacionadas à resistência natural contra a gripe aviária. Crédito: Reprodução

Essas regiões foram observadas em diferentes cromossomos, incluindo genes já conhecidos por participação na defesa contra influenza, como o ANP32A. A presença de genes já reconhecidos na literatura reforça a credibilidade das descobertas e apoia a hipótese de que os novos genes identificados também possam influenciar a resistência.

Segundo a pesquisadora sênior Jacqueline Smith, o estudo representa uma oportunidade única para compreender melhor como o organismo das aves reage ao vírus. Ela afirma que a análise genética oferece uma primeira visão de como a resposta do hospedeiro pode contribuir para combater a infecção.

Com os surtos de influenza aviária altamente patogênica se tornando mais frequentes e atingindo diferentes espécies no mundo, os cientistas avaliam que esse tipo de pesquisa pode orientar novas estratégias de proteção, contribuir para o fortalecimento da sanidade avícola e apoiar inclusive discussões ligadas à saúde pública.

Fonte: Universidade de Edimburgo, adaptado pela equipe Feed&Food

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