O frango brasileiro volta a ganhar espaço no mercado internacional com a reabertura de importantes destinos e a retirada de barreiras sanitárias impostas após registros pontuais de influenza aviária no País. O movimento é liderado pelo Paraná, maior produtor nacional e responsável por mais de 40% das exportações brasileiras, consolidando-se como o principal polo exportador e um dos mais relevantes no cenário global.
A União Europeia reconheceu oficialmente o Brasil como área livre de gripe aviária e retomou as compras. Da mesma forma, Chile, Arábia Saudita, Namíbia e Macedônia do Norte também removeram as restrições, abrindo caminho para a normalização das vendas. Outros sete mercados — Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai — igualmente autorizaram a entrada da carne de aves brasileira.

O avanço ocorre em um contexto de reorganização sanitária mundial, em que países consumidores vêm gradualmente flexibilizando medidas de precaução e restabelecendo o fluxo de comércio. O Brasil, maior exportador de carne de frango do mundo, mantém vantagem competitiva em relação aos Estados Unidos, cuja produção é majoritariamente destinada ao consumo interno.
No caso paranaense, a escala produtiva e a estrutura logística são determinantes para atender de forma contínua e previsível os contratos internacionais. O estado concentra cerca de um terço da produção nacional e embarcou 2,17 milhões de toneladas em 2024, volume equivalente a 16% de todo o comércio mundial de carne de frango, segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).
As liberações recentes reforçam a confiança dos importadores na sanidade e na rastreabilidade do produto brasileiro, especialmente diante da manutenção dos controles sanitários em regiões não afetadas pelos focos pontuais da doença. Um exemplo é o município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, onde foi registrado o episódio de gripe aviária mais próximo ao Uruguai, a 300 quilômetros de distância, e a mais de 1,1 mil quilômetros das plantas industriais do Paraná.
Com a retomada progressiva dos mercados, a agenda de negociações internacionais segue ativa. Há tratativas em andamento com a China, incluindo missão oficial agendada para o Rio Grande do Sul em setembro, voltada à reabertura do acesso. O desafio agora é transformar a liberação sanitária em contratos sustentáveis de médio prazo, consolidando presença contínua em mercados estratégicos.
Assim, o Paraná reafirma seu papel central na avicultura de corte nacional e contribui de forma decisiva para a recuperação das exportações brasileiras, num cenário em que a demanda global por proteína animal exige previsibilidade, escala e capacidade de entrega.
Fonte: SINDIAVIPAR, adaptado pela equipe FeedFood.
LEIA TAMBÉM:
Produção de ovos bate recorde enquanto frango enfrenta pressão de custos, mas poder de compra segue favorável
AveSummit & AveExpo 2025 reforça liderança da avicultura brasileira em São Paulo
União Europeia reconhece Brasil livre de gripe aviária e autoriza retomada de exportações de frango




