O agronegócio é um dos pilares essenciais da economia brasileira, e tem desempenhado um papel significativo no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nas últimas décadas do país. O agronegócio é um setor resiliente, que enfrenta diversos desafios, sendo questões relacionadas à mão de obra rural um dos mais notáveis desafios dos últimos anos.
De acordo com a 28ª edição da pesquisa Global CEO Survey realizada pela PwC e publicada em 2025, os resultados destacam os desafios enfrentados pela força de trabalho no agronegócio, o estudo aponta que 38% dos executivos brasileiros consideram a capacitação da mão de obra uma das principais ameaças ao setor, um índice significativamente maior do que a média global de 23% e a taxa nacional de 30%, evidenciando que a carência de profissionais qualificados para atuar no campo é um fator preocupante para o agronegócio.
O êxodo rural continua acontecendo e ainda há déficit de educação e capacitação em regiões rurais mais distantes dos grandes centros. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), desde 2010, a população urbana superou a rural e segundo projeções realizadas pelo Banco Mundial indicam que a população rural global era de 3,4 bilhões em 2020 e deve diminuir para 3,1 bilhões até 2050.
Apesar da migração do campo para o meio urbano ter aumentado nos últimos anos, no último levantamento realizado pelo CEPEA em parceria com a CNA, a população ocupada (PO) no agronegócio brasileiro somou aproximadamente 28,34 milhões de pessoas em 2023, renovando o recorde da série histórica iniciada em 2012, mesmo com o aumento do número de ocupados no mercado de trabalho brasileiro como um todo, a participação do agronegócio apresentou ligeira redução em relação ao ano de 2022. Além da quantidade, outro importante desafio é a qualificação desta mão de obra. A evolução tecnológica do agronegócio tem exigido conhecimentos cada vez mais especializados, a rápida dinâmica da inovação demanda reciclagem constante de conhecimento. A redução da população rural impulsiona a automação e a mecanização, no entanto, a utilização de sistemas de gestão digital requer novas habilidades que nem todos os trabalhadores do campo possuem atualmente.

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