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Olhar além da tecnologia: bem-estar animal exige manejo e sensibilidade na produção de leite

Em palestra no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, Dra. Rosângela Poletto destacou que não existe sistema perfeito — e sim boas práticas de manejo que garantem conforto, saúde e produtividade dos animais.
Por Caroline Mendes
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Caroline Mendes, de Chapecó (SC)

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O avanço tecnológico na pecuária leiteira trouxe ganhos significativos em produtividade, mas também impôs novos desafios ao manejo. Durante sua palestra no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), a Dra. Rosângela Poletto reforçou que o verdadeiro bem-estar animal não está atrelado ao tipo de sistema produtivo, mas à forma como ele é conduzido.

Dra. Rosângela Poletto reforçou que o verdadeiro bem-estar animal não está atrelado ao tipo de sistema produtivo, mas à forma como ele é conduzido.

“Não existe o melhor sistema. O melhor é aquele em que o produtor consegue aplicar o manejo adequado à sua realidade e alcançar bons índices produtivos”, destacou a pesquisadora.

Para ela, o uso de tecnologias, como robôs de ordenha e sistemas automatizados, é uma ferramenta poderosa, mas exige monitoramento constante e interpretação correta dos dados. “A tecnologia é espetacular, mas se não olharmos para os animais, ela pode nos trazer mais problemas do que soluções”, alertou.

A especialista enfatizou que o bem-estar animal é resultado de uma gestão integrada, que combina nutrição equilibrada, ambiente adequado e prevenção de doenças. “Ambiente não é só conforto físico, é manutenção de instalações, qualidade da água e redução de riscos de enfermidades. Animais saudáveis produzem mais e melhor”, afirmou.

Rosângela também destacou que o conceito de bem-estar vai muito além do conforto: envolve humildade e colaboração entre técnicos e produtores. “O que não sabemos, precisamos aprender em parceria. O bem-estar começa quando dialogamos e buscamos juntos as soluções”, disse.

Encerrando sua apresentação, ela deixou uma reflexão: “Bem-estar animal não é luxo. É eficiência, é sustentabilidade, é valor agregado ao leite. E, acima de tudo, começa com um olhar atento e sensível sobre cada animal do rebanho.”

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