A competitividade da aquicultura brasileira diante das mudanças no comércio internacional será um dos eixos do IFC Brasil 2026, que ocorre de 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). A programação reúne produtores, pesquisadores, empresas e representantes do poder público para discutir mercado, custos, tecnologia, sanidade, genética e financiamento do setor.
O cenário ganhou novos elementos nos últimos meses. Em julho, determinados pescados brasileiros ficaram fora da sobretaxa adicional de 25% criada pelos Estados Unidos especificamente contra produtos do Brasil. Ainda assim, pescados estão entre os itens sujeitos somente à nova sobretaxa de 12,5% aplicada no âmbito de outra investigação comercial norte-americana.
Comércio exterior entra no debate
A programação começa em 2 de setembro com palestra do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues sobre os impactos da nova ordem mundial para o agronegócio e o pescado. No mesmo dia, Embrapa, ApexBrasil, Mapa e Ministério da Pesca e Aquicultura participam de discussão sobre tarifas, importações, exportações e abertura de mercados.

A pressão competitiva também aparece nas importações. No primeiro semestre de 2026, o Brasil importou 8,1 mil toneladas de tilápia do Vietnã, equivalentes a US$ 33,4 milhões, segundo levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura.
No sentido oposto, as exportações brasileiras da piscicultura somaram US$ 23,3 milhões no semestre, queda de 34% frente ao mesmo período de 2025, apesar da recuperação de 15% observada entre o primeiro e o segundo trimestre. A tilápia respondeu por 95% do valor exportado no segundo trimestre.
Custos e sanidade completam agenda
Nos dias seguintes, o congresso terá discussões sobre preços e rentabilidade da tilápia, inovações produtivas, rações, probióticos, biosseguridade e melhoramento genético. O último dia inclui ainda um painel dedicado ao seguro aquícola.
A programação paralela contempla o Workshop Brasil x Paraguai sobre produção de tilápia no reservatório de Itaipu, Fórum Aqua 5.0, workshop sobre agroindústrias de pequeno porte e atividades voltadas à exportação de peixes cultivados.



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