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BEZERRO SP: R$ 3.196,25
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SOJA PORTO: R$ 129,47
MILHO: R$ 64,99
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SUÍNO PR: R$ 4,76
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Óleo de soja sustenta preços externos do grão, mas repasse no Brasil é limitado

Demanda do biodiesel impulsiona o derivado no mercado internacional, enquanto prêmios de exportação e consumo interno fraco restringem altas no mercado brasileiro
Por Kevin Nascimento
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A valorização do óleo de soja no mercado internacional vem sustentando as cotações da oleaginosa e alterando a composição da rentabilidade da indústria de processamento nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a forte demanda do setor de biodiesel impulsionou os preços do derivado em maio.

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Com a alta do óleo, o produto ampliou sua participação nas margens industriais, ganhando peso na formação dos resultados do processamento da soja. O movimento reforça a influência dos biocombustíveis sobre o mercado internacional da oleaginosa, especialmente em um momento de maior procura pelo derivado.

Mercado brasileiro tem repasse limitado

No Brasil, porém, o avanço externo não tem sido repassado de forma integral aos preços internos da soja. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão dos prêmios de exportação e a demanda doméstica enfraquecida limitam a sustentação das cotações no mercado nacional.

Esse cenário reduz o espaço para altas mais consistentes, mesmo diante da valorização observada no exterior. A diferença entre o comportamento internacional e o mercado interno mostra que fatores locais seguem pesando sobre a formação dos preços.

Indicador da soja Cepea/Esalq Paraná recua no comparativo diário, mas ainda registra alta no acumulado do mês. Crédito: Reprodução

Farelo também sobe no exterior

O farelo de soja também apresentou valorização no mercado externo, sustentado pela expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado norte-americano. O movimento contribui para manter atenção sobre os subprodutos da soja, que têm papel importante na rentabilidade da indústria esmagadora.

No mercado interno, entretanto, o comportamento foi diferente. Os preços do farelo recuaram ao longo da semana, pressionados pela retração da demanda doméstica.

Indicador da soja Cepea/Esalq Paranaguá recua no comparativo diário, mas mantém alta no acumulado do mês. Crédito: Reprodução

Segundo o Cepea, grande parte dos consumidores brasileiros segue abastecida e tem realizado compras apenas em pequenos volumes, voltadas à reposição de estoques. Essa postura limita a liquidez e reduz a sustentação dos valores no mercado nacional.

Com óleo e farelo valorizados no exterior, mas demanda interna mais fraca no Brasil, o mercado da soja segue dividido entre fundamentos internacionais positivos e limitações domésticas. A evolução dos prêmios de exportação, do consumo interno e da demanda por biodiesel deve continuar influenciando as cotações nas próximas semanas.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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