O mercado de soja no Brasil segue com boa liquidez, sustentado pela elevada oferta do grão. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que a maior disponibilidade da oleaginosa tem limitado movimentos de alta mais expressivos nos preços.
Mesmo com demanda aquecida, o cenário de safra robusta mantém o mercado equilibrado, com cotações relativamente estáveis no mercado spot.
No campo, o avanço da colheita também contribui para esse contexto, ampliando a oferta disponível ao longo do mês de abril.

Colheita avança e reforça disponibilidade
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da soja no Brasil já alcançou 88,1% da área cultivada.
O ritmo varia entre as regiões produtoras, mas o avanço das operações segue consolidando uma das maiores safras já registradas no país.
Esse aumento na oferta tem sido determinante para manter a fluidez das negociações, mesmo sem impulsionar os preços.
Demanda firme não sustenta altas
Apesar do bom ritmo de comercialização, a pressão da oferta impede uma valorização mais intensa da soja no mercado interno.
De acordo com o Cepea, a combinação entre safra volumosa e demanda constante resulta em um cenário de estabilidade nas cotações. O equilíbrio entre esses fatores tem mantido o mercado ativo, mas sem grandes oscilações de preço.

Clima e plantio nos EUA entram no radar
No cenário internacional, as condições climáticas no Hemisfério Norte seguem sendo monitoradas pelos agentes de mercado.
A baixa umidade do solo em algumas regiões gera preocupação, mas previsões de chuvas podem amenizar o impacto sobre a produção.
Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra avançou para 12% da área até 19 de abril, superando o ritmo do ano anterior e a média dos últimos cinco anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Mercado segue atento ao cenário global
O desempenho da safra norte-americana e as condições climáticas nas próximas semanas devem influenciar a dinâmica internacional da soja.
Enquanto isso, no Brasil, a grande oferta continua sendo o principal fator de sustentação da liquidez e da estabilidade de preços.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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