O Brasil avançou na expansão internacional do agronegócio com a abertura de mercado para exportação de material genético bovino ao Togo. A autorização inclui sêmen e embriões, ampliando as oportunidades para a cadeia pecuária em mercados africanos.
Com o novo acordo, o país alcança 594 aberturas de mercado desde o início de 2023, reforçando a estratégia de diversificação de destinos e produtos no comércio exterior.
A medida amplia a presença brasileira em segmentos de maior valor agregado, como genética animal, que desempenha papel relevante no desenvolvimento da produção pecuária em outros países.
Genética bovina ganha espaço no exterior
A exportação de material genético representa uma etapa avançada da cadeia produtiva, com foco na melhoria da qualidade dos rebanhos. A demanda por sêmen e embriões tem crescido em mercados que buscam aumentar produtividade e eficiência.
Além do fornecimento de material genético, a abertura também cria oportunidades para serviços especializados, como consultoria técnica e assistência na implementação de tecnologias.
Esse movimento fortalece a presença do Brasil não apenas como fornecedor de carne, mas também como exportador de tecnologia e conhecimento na pecuária.

Togo amplia relação comercial com o Brasil
O Togo tem ampliado a relação comercial com o agronegócio brasileiro nos últimos anos. Em 2025, o país africano importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
Entre os principais itens exportados estão produtos do complexo sucroalcooleiro, carnes e couro, indicando a diversificação da pauta comercial entre os dois países.
A nova abertura se soma a autorizações anteriores, que já incluíam a importação de sementes, bovinos e bubalinos vivos.
Diversificação fortalece exportações
A ampliação do portfólio exportador contribui para reduzir a dependência de mercados tradicionais e abre novas frentes de crescimento para o agronegócio brasileiro.
A entrada em mercados africanos também reforça a estratégia de longo prazo do setor, diante do crescimento populacional e da demanda por alimentos e tecnologia agropecuária na região.
Nesse cenário, a exportação de genética animal se consolida como um segmento com potencial de expansão no comércio internacional.
Fonte: dados do comércio exterior e setor agropecuário, adaptado pela equipe Feed&Food
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