Feed & Food
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“Obrigado Ray, Ney & Osvaldo”

Artigo resgata a influência de três nomes que ajudaram a consolidar o conceito de agronegócio e a visão sistêmica da produção de proteínas no Brasil

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Coincidência ou não, na assinatura do maior acordo de livre comércio mundial aconteceu na semana que nos traz à memória o líder criador do conceito de agronegócio no Brasil, Ney Bittencourt de Araújo, falecido há exatamente 30 anos 14/1/1996. Também agora em 2026 Ray Goldberg, líder criador do conceito de agribusiness nos anos 50 em Harvard, está completando 100 anos de vida.

E aqui nesta mídia singular Feed & Food, necessário celebrar a iniciativa pioneira de Osvaldo Ciasulli, que de maneira única e brilhante visualizou a proteína animal como um sistema, uma cadeia produtiva, em 1969, com aves depois em meados dos anos 70, suínos, era “industrial”, e nos permite hoje tratar das carnes exatamente como um complexo agroindustrial, a expressão legítima de agrobusiness e da sua tradução.

Em torno de 1976, 50 anos atrás, um brasileiro brilhante Ney Bittencourt de Araújo participava do Harvard Agribusiness Seminar, em Boston USA, e voltava lúcido e consciente do futuro inexorável para o sistema, o complexo batizado de agribusiness nos Estados Unidos, como a soma dos movimentos do sistema alimentar desde o que antecedia na produção agropecuária propriamente dita, a ciência, tecnologia, insumos, indo ao que o setor industrial agregava de valor sobre essas mercadorias produzidas nos campos, chegando aos consumidores finais com comércio e serviços.

Agribusiness quer dizer união dos elos de uma cadeia produtiva. Antes, dentro e pós-porteira das fazendas. Esse sistema aqui no Brasil foi traduzido por Ney com o nome de “agronegócio”. E desde os anos 70 Ney teve todas as iniciativas para dentro de uma empresa líder nas sementes de milho, Agroceres que chegou a ter 60% de share, buscar investimentos que exatamente se acoplassem ao milho, flagrantemente aves e suínos, partindo para uma concepção da proteína animal agroindustrial, trazendo a ciência da genética animal. Ney explicava: “quando planta pouco milho, o preço sobe, bom para quem vende. Quando preço sobe, aumenta o plantio do milho, preço cai, bom para quem compra. Precisamos estar dentro dessa cadeia produtiva da avicultura e suinocultura”.

Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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