As negociações envolvendo soja e derivados iniciaram dezembro em um ritmo lento, segundo levantamento do Cepea. A baixa fluidez do mercado reflete a diferença entre os preços ofertados pelos compradores e os pedidos feitos pelos vendedores, o que tem limitado novos negócios no spot.
De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos consumidores estão abastecidos para as próximas semanas e aguardam possíveis quedas nas cotações antes de retomar compras mais volumosas. Esse movimento reduz a demanda imediata e amplia a pressão por preços mais baixos no mercado interno.
Do lado do produtor, o cenário é diferente. Capitalizados e com boa parte da produção já comprometida, muitos sojicultores optam por segurar novos lotes, priorizando as atividades de campo. A preocupação maior neste momento está ligada ao clima, especialmente em áreas que registram déficit hídrico e risco de perda de produtividade.

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Colaboradores consultados pelo Cepea avaliam que, nessas condições, é pouco provável que a safra 2025/26 alcance as 177 milhões de toneladas estimadas pela Conab. A irregularidade das chuvas tem elevado a cautela entre produtores e agentes do mercado, reduzindo o volume de soja ofertado no curto prazo.
Com clima instável e expectativas divergentes entre compradores e vendedores, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos, que devem definir o ritmo de comercialização ao longo de dezembro.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food.
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