Março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, traz à tona o crescente protagonismo feminino no agronegócio. Com quase 11 milhões de mulheres no setor, segundo o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elas estão cada vez mais presentes na produção rural e nas lideranças de empresas, associações e cooperativas. Sua atuação tem sido crucial para impulsionar a inovação, a sustentabilidade e a gestão estratégica, embora desafios como a desigualdade de gênero e o acesso a crédito ainda permaneçam. “Acredito na importância da diversidade de gênero na tomada de decisão, pois a representatividade feminina favorece uma gestão mais equilibrada e inclusiva”, afirma Elaine Araujo de Souza, presidente da Coopvieira.
A trajetória de mulheres como Elisabeth Chagas, referência no setor de fertilizantes e pecuária, exemplifica como a determinação e a comunicação eficaz podem levar à liderança. Ao longo de sua carreira, Elisabeth superou desafios, como o medo de errar, e conquistou uma posição de destaque no mercado internacional. “Quando esses perfis se complementam, a tomada de decisões se torna mais eficiente”, afirma ela, destacando a importância da visão feminina no ambiente corporativo. Sua experiência também reflete a evolução do agronegócio brasileiro, especialmente a partir dos anos 1990, quando a liderança feminina começou a ganhar força.
“A diversidade na gestão fortalece a empatia e melhora a capacidade de analisar desafios sob diferentes perspectivas” – Vanessa Mesquita gerente de marketing da ADM
Outro exemplo de liderança feminina é o de Vanesa Mesquita, gerente de marketing da ADM. Sua trajetória no agronegócio é marcada pela superação de preconceitos e resistência, especialmente em um setor predominantemente masculino. “A diversidade na gestão fortalece a empatia e melhora a capacidade de analisar desafios sob diferentes perspectivas”, comenta Vanesa, que lidera iniciativas voltadas para dar visibilidade às mulheres no setor. Ela reforça a importância de resiliência e confiança nas competências para as mulheres que buscam cargos de liderança, além de destacar a luta contínua pela igualdade salarial e de oportunidades no mercado.
A participação crescente de mulheres como Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reforça o impacto das mulheres no agronegócio. Com sua formação em zootecnia e uma trajetória marcada por desafios no setor, Sula acredita que a liderança feminina traz uma visão holística e sensível para a gestão de negócios. “A maioria das mulheres é dotada de características como sensibilidade e intuição. São diferenciais valiosos”, afirma. Para ela, o reconhecimento vem com a dedicação ao setor, e as oportunidades devem ser baseadas nas capacidades individuais de cada profissional, sem barreiras de gênero.

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