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Monitoramento de dados ganha destaque na conservação de espécies migratórias na COP15

Brasil apresenta ferramentas de gestão pesqueira e reforça uso de dados na preservação da biodiversidade aquática

monitoramento pesca

O uso de dados no monitoramento da pesca e na conservação de espécies migratórias esteve no centro das discussões do primeiro dia da COP15 da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada na segunda-feira (23). O Brasil apresentou iniciativas voltadas à gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

Durante o evento, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou com dois painéis que abordaram o papel das informações na formulação de políticas públicas e na preservação da biodiversidade.

O primeiro debate tratou do automonitoramento na pesca artesanal, destacando a coleta de dados realizada pelos próprios pescadores como ferramenta para ampliar o controle da atividade e apoiar a tomada de decisão.

A proposta é integrar conhecimento técnico e saberes locais, ampliando a participação das comunidades pesqueiras na gestão dos recursos naturais e contribuindo para políticas mais estruturadas.

Especialistas também apontaram desafios na implementação dessas ferramentas, como a necessidade de continuidade das ações e o reconhecimento formal do automonitoramento como parte das políticas públicas do setor.

monitoramento pesca
Brasil apresenta iniciativas de monitoramento pesqueiro durante debate internacional sobre conservação de espécies migratórias. Crédito: Reprodução

Mudanças climáticas e gestão pesqueira entram na pauta

O segundo painel abordou os impactos das mudanças climáticas sobre espécies migratórias, com foco em peixes como dourada e piramutaba, que têm importância econômica e ecológica para a pesca brasileira.

Também foram apresentados dados sobre rotas migratórias e habitat de espécies amazônicas, reforçando a importância do monitoramento contínuo para a conservação e o manejo sustentável.

As discussões integram uma agenda internacional mais ampla, que busca fortalecer os sistemas alimentares aquáticos como soluções para os desafios climáticos globais.

A adoção de ferramentas baseadas em dados e tecnologia tem sido apontada como fundamental para melhorar a gestão dos recursos pesqueiros e garantir a sustentabilidade da atividade no longo prazo.

Apesar dos avanços, representantes do setor destacaram a necessidade de ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos e superar desafios estruturais para consolidar essas iniciativas.

A COP15 segue até o dia 29 de março, reunindo representantes de diversos países para discutir estratégias globais de conservação da biodiversidade.

Fonte: MPA, adaptado pela equipe Feed&Food

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