Milho e soja apresentaram movimentos distintos no mercado brasileiro na primeira quinzena de setembro. Enquanto o cereal foi pressionado pelo afastamento de compradores, a oleaginosa encontrou sustentação na menor oferta no mercado spot e nas atenções voltadas ao início da semeadura da safra 2026/27.
No milho, parte dos compradores reduziu a participação nas negociações por considerar suficientes, no curto prazo, os volumes adquiridos anteriormente. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa encerrou 11 de setembro a R$ 69,77 por saca de 60 quilos, queda diária de 0,60% e recuo acumulado de 0,65% no mês.
Oferta limitada contém pressão sobre o milho
Apesar da demanda enfraquecida, a retração dos vendedores impediu quedas mais intensas. Segundo o Cepea, produtores acompanham as condições climáticas para os próximos meses e a elevação da paridade de exportação.

Parte dos agentes também está concentrada nas atividades de campo, com a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e o avanço da semeadura do milho verão 2026/27.
Soja mantém saldo positivo em setembro
Na soja, as recentes chuvas favoreceram o início do plantio da nova temporada. Produtores buscam aproveitar as condições de umidade para antecipar operações e reduzir a exposição aos possíveis efeitos do El Niño sobre a safra.

Esse movimento também diminuiu a presença de vendedores no mercado spot, reduzindo a liquidez e sustentando as cotações na primeira dezena do mês.
Em 11 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná ficou em R$ 152,82 por saca, apesar da queda diária de 0,64%. No mês, ainda acumulava alta de 1%. Em Paranaguá, a referência fechou em R$ 160,55, com avanço mensal de 0,70%.

O farelo de soja também permanece valorizado. Segundo o Cepea, compradores domésticos precisam recompor estoques ao mesmo tempo em que a demanda internacional segue firme, ampliando a disputa pelo produto.



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