As transformações no comércio internacional de carne suína estão no centro da 8ª Conferência Mundial de Carne Suína, realizada nesta quinta (10) e sexta-feira (11), em Qingdao, na China. Organizado pelo International Meat Secretariat (IMS) em parceria com a China Meat Association (CMA), o encontro reúne representantes da indústria, autoridades e especialistas de diferentes mercados.
Com o tema “Comércio Global em Tempos de Mudança”, a programação aborda perspectivas para oferta e demanda, comportamento do consumidor, saúde animal, prevenção de doenças, inovação tecnológica e fatores geopolíticos que interferem no fluxo internacional da proteína.
Brasil participa das discussões
Entre os representantes brasileiros está Ronaldo Kobarg Müller, diretor-presidente da Pamplona Alimentos. Segundo informações da empresa, o executivo participa da programação em Qingdao ao lado de dirigentes de companhias de diferentes países.

A presença brasileira ocorre em um momento de expansão das exportações nacionais. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil embarcou 1,057 milhão de toneladas de carne suína, aumento de 8,9% sobre igual período de 2025. A receita alcançou US$ 2,447 bilhões, avanço de 4,8%.
Em agosto, a China foi o terceiro principal destino da proteína brasileira, com 15,2 mil toneladas, crescimento de 45,9% na comparação anual. Filipinas e Japão ficaram nas primeiras posições.
Sanidade e mercado entram na agenda
Além das relações comerciais, a conferência dedica espaço à prevenção e ao controle de doenças, regionalização sanitária e impactos da saúde animal sobre o comércio. Tendências de consumo e novas tecnologias aplicadas à cadeia também integram a programação. A Pamplona exportou 85 mil toneladas de carne suína em 2025, alta de 7,33%, com receita externa de R$ 1,26 bilhão.



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