O mercado de milho começou dezembro com cenário de valorização no Brasil e no exterior. Na Bolsa de Chicago, o cereal vem mantendo uma trajetória de recuperação recente, impulsionado principalmente pela boa demanda pelo produto dos Estados Unidos, que segue competitivo frente a outras origens.
No mercado internacional, o milho acumula movimento positivo desde novembro, período em que registrou mais um mês de alta nas negociações em Chicago. O ritmo das compras externas e o acompanhamento do mercado de soja contribuíram para reforçar a sustentação dos preços, mantendo o grão em patamar atrativo para exportadores e tradings.
No Brasil, os preços também avançaram nas últimas semanas, refletindo sobretudo a força da demanda doméstica. O consumo de milho voltado à produção de ração animal permanece aquecido, acompanhado pelo avanço da indústria de etanol de milho, fatores que ajudaram a absorver o cereal disponível no mercado e a evitar movimentos de pressão baixista.

Mesmo com um início de temporada marcado por ritmo mais moderado das exportações, esse quadro não foi suficiente para enfraquecer as cotações internas. A procura interna foi determinante para equilibrar o mercado, sustentando os valores e garantindo maior estabilidade para produtores e agentes do setor.
Outro ponto acompanhado com atenção pelos players é a definição da segunda safra. A janela de plantio, diretamente ligada ao avanço da colheita da soja e às condições climáticas, deve ter papel decisivo no volume a ser cultivado. Produtores também avaliam preços futuros e riscos climáticos antes de confirmar investimentos.
Com isso, o mercado de milho entra em dezembro em ambiente de cautela, mas com viés de firmeza. A combinação entre demanda consistente, fatores climáticos e andamento da safra tende a direcionar os próximos movimentos de preço, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe Feed&Food.
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