O mercado independente de suínos atravessa, em 2026, um período de forte pressão sobre os preços e a rentabilidade dos produtores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), até julho, as cotações do suíno vivo permaneceram em níveis baixos, cenário que já resultou em prejuízos e, em alguns casos, no encerramento das atividades de produtores consultados pela instituição.
De acordo com o Cepea, a combinação entre demanda enfraquecida e sobreoferta de animais tem pressionado de forma significativa os preços do suíno vivo e, consequentemente, da carne suína.
Na praça SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, o preço médio do suíno vivo em julho foi de R$ 5,18 por quilo. Conforme levantamento divulgado pelo Cepea, esse foi o terceiro menor valor de toda a série histórica para a região.
Cenário semelhante ao de 2022
Pesquisadores do Cepea avaliam que o atual momento apresenta semelhanças com o observado em 2022, outro período marcado por dificuldades para o mercado independente de suínos.
Naquele ano, o pior momento para os preços na praça SP-5 ocorreu em fevereiro, quando a média de comercialização do suíno vivo foi de R$ 5,97/kg, em valores reais, corrigidos pelo IGP-DI de julho de 2026.
A comparação reforça a dimensão da pressão enfrentada atualmente pelos produtores. Com a oferta elevada e a demanda insuficiente para absorver o volume disponível, o mercado permanece em um ambiente de preços depreciados e margens apertadas.
Para os produtores independentes, a combinação desses fatores amplia os desafios de sustentabilidade da atividade e aumenta a necessidade de recuperação das cotações ou de redução do excesso de oferta ao longo da cadeia.



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