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Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
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Mercado de grãos registra avanço das cotações com produtor retraído e foco no plantio

Milho segue com oferta limitada em meio à semeadura da safra de verão, enquanto a soja tem preços em alta diante da cautela vendedora e expectativa de menor oferta global.

mercado de grãos

O mercado brasileiro de grãos apresentou movimento de valorização na última semana, influenciado principalmente pela retração de vendedores tanto no milho quanto na soja, conforme apontam as Diárias de Mercado do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP).

No segmento do milho, produtores seguem concentrados na semeadura da safra de verão, o que reduziu a disponibilidade do grão no spot e manteve os preços firmes nas principais regiões acompanhadas. A liquidez doméstica permanece moderada, com compradores atuando de forma pontual, apenas para reposição de estoques. Apesar de estimativas internacionais indicarem maior produção global em 2024/25 e 2025/26, os embarques brasileiros seguem acelerados. Em apenas dez dias úteis de novembro, o país exportou 2,67 milhões de toneladas, resultado que pode levar o volume mensal a até 5 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, até 15 de novembro, 52,6% da área da safra de verão de milho estava plantada, avanço semanal de 4,9 pontos percentuais, mas ainda levemente abaixo da média dos últimos cinco anos. Esse cenário mantém o produtor mais focado na lavoura do que na comercialização, o que sustenta as cotações.

mercado de grãos
Avanço do plantio e oferta restrita movimentam o mercado de soja e milho nas principais regiões produtoras. Foto: Reprodução

No caso da soja, a alta recente também está ligada à postura cautelosa dos vendedores. Chuvas irregulares, necessidade de replantio em algumas regiões e expectativas de demanda externa mais forte têm levado produtores a retardar as vendas, elevando os preços nas praças acompanhadas pelo Cepea. A demanda por farelo segue aquecida, reforçando a sustentação das cotações, enquanto o mercado de óleo opera com menor ritmo de negociações, já que parte das indústrias de biodiesel indica estar abastecida.

No cenário internacional, o USDA projeta redução da oferta mundial de soja e relação estoque/consumo em queda para as próximas safras, o que alimenta a perspectiva de preços firmes e incentiva a retenção de lotes no mercado interno.

Em comum, milho e soja enfrentam um momento de oferta interna mais restrita, condicionado pelo plantio da nova safra e por expectativas de mercado. A continuidade da firmeza nas cotações dependerá do avanço da semeadura, das condições climáticas e do comportamento da demanda, especialmente no mercado externo, que tem papel decisivo para os dois setores.

Fonte: Cepea e Conab, adaptado pela equipe Feed&Food.

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