O mercado brasileiro de frango encerrou a última semana com preços estáveis no atacado e no frango vivo. Segundo análise de Safras & Mercado, as cotações seguem acomodadas, em um ambiente de negócios mais equilibrado e sem reajustes relevantes no curto prazo.
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a sustentação do setor ocorre em meio ao bom desempenho das exportações e ao controle dos custos de nutrição animal na temporada. O cenário também exige atenção permanente ao monitoramento sanitário, especialmente em relação à influenza aviária, fator que segue relevante para a manutenção do fluxo de embarques.
Atacado segue sem mudanças
No atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango não apresentaram alterações ao longo da semana. O quilo do peito permaneceu em R$ 8,50, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11,00. Na distribuição, o peito ficou em R$ 8,70/kg, a coxa em R$ 7,10/kg e a asa em R$ 11,25/kg.
Nos cortes resfriados, o comportamento também foi de estabilidade. No atacado, o peito seguiu em R$ 8,60/kg, a coxa em R$ 7,00/kg e a asa em R$ 11,10/kg. Na distribuição, os preços ficaram em R$ 8,80/kg para o peito, R$ 7,20/kg para a coxa e R$ 11,35/kg para a asa.

Frango vivo permanece acomodado
No mercado do frango vivo, o levantamento de Safras & Mercado indicou estabilidade nas principais praças acompanhadas. Em São Paulo, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,20. Nas integrações do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a cotação ficou em R$ 4,75, enquanto no oeste do Paraná o valor seguiu em R$ 4,60.
Em outras regiões, o cenário também foi de estabilidade. O quilo vivo ficou em R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, R$ 5,40 em Goiás e Minas Gerais, R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.
Exportações sustentam o setor
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 665,035 milhões em junho, considerando 14 dias úteis. A média diária de receita foi de US$ 47,502 milhões.
O volume embarcado chegou a 330,024 mil toneladas, com média diária de 23,573 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.015,1. Na comparação com junho de 2025, houve avanço de 69% no valor médio diário, alta de 50,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 12,2% no preço médio.
Oferta e demanda seguem no radar
Para o restante da temporada, o equilíbrio entre oferta e demanda será determinante para a sustentação dos preços. A expectativa de retração nos alojamentos nos próximos meses pode ajudar a ajustar a disponibilidade de produto, em um momento em que o mercado interno segue sem força para reajustes mais intensos.
O desempenho das exportações, por outro lado, continua sendo um ponto de apoio para a avicultura brasileira. Para produtores e agroindústrias, a combinação entre preços internos estáveis, custos mais controlados e vendas externas aquecidas tende a manter o setor atento ao planejamento de produção e à gestão de margens.




