Camila Santos I camila@dc7comunica.com.br
O mercado de carnes chega ao fim de fevereiro com movimentações distintas nos setores de bovinos e suínos. Enquanto o preço do suíno vivo segue firme em São Paulo, a demanda enfraquecida no Paraná resultou em queda nas cotações. No setor bovino, o cenário é de baixa nos preços, influenciado pelo aumento da oferta de fêmeas e pela pressão exercida pelos frigoríficos para reduzir os valores da arroba e da carne no atacado.
Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço do boi gordo recuou 3,81% na parcial do mês (até o dia 25), com o Indicador CEPEA/ESALQ fechando a R$ 321,10. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina registrou desvalorização de 2,9%, negociada a R$ 21,79/kg. A maior oferta de vacas no mercado tem sido um dos fatores que pressionam as cotações, ao mesmo tempo em que frigoríficos enfrentam dificuldades para manter os preços da carne diante da resistência do consumidor final.
No setor de suínos, a dinâmica varia entre estados. Em São Paulo, a firme demanda da indústria tem sustentado os preços do suíno vivo, enquanto no Paraná as cotações recuaram devido à menor procura. Em Minas Gerais, o mercado permanece estável, com equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar desse cenário, agentes do setor indicam dificuldades na comercialização da carne suína, que enfrenta concorrência direta com a carne bovina, cujos preços estão em queda no atacado.

A combinação desses fatores reflete um período de ajustes para o mercado de proteínas animais. De um lado, a suinocultura observa oscilações regionais na demanda e no preço da carne. De outro, a bovinocultura enfrenta um momento de baixa nos preços, impulsionado pelo aumento da oferta de fêmeas e pela tentativa dos frigoríficos de repassar as quedas ao mercado. De acordo com o Centro de Estudos, o cenário reforça a necessidade de acompanhamento constante do setor para equilibrar produção, demanda e competitividade.
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