O campo mais uma vez mostra sua resiliência. Mesmo diante dos desafios climáticos e econômicos enfrentados em 2024, o agronegócio brasileiro segue firme e amparado pelos segmentos de aves, ovos, bovinos, leite, suínos, tilápia, soja e milho, que seguem como motores de crescimento no campo e na indústria.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o PIB do agronegócio avançou 1,26% no terceiro trimestre de 2024, reduzindo o impacto da retração acumulada no ano, que chegou a 2,49% devido à queda nos preços reais e à redução na produção de algumas culturas. A pecuária e a agroindústria ajudaram a equilibrar o cenário, com a agroindústria pecuária crescendo 6,00% no acumulado do ano. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também reforça que, mesmo em um cenário de retração, o agronegócio mantém sua importância estratégica, respondendo por cerca de 24% do PIB nacional.
O setor de aves registrou crescimento de 3,62% no valor bruto da produção, impulsionado por um aumento de 2,13% nos preços reais e uma expansão de 1,45% na produção. A suinocultura também avançou 3,16%, com exportações aquecidas para mercados como Filipinas e Japão. Na bovinocultura de corte, a produção cresceu 18,03%, mesmo com uma queda de 12,78% nos preços. Já o setor leiteiro sofreu um recuo de 2,68%, mas viu os preços reagirem no terceiro trimestre. Enquanto isso, a tilápia se consolida como uma das principais proteínas da aquicultura, mantendo crescimento sustentado pela demanda interna e externa.

Os grãos enfrentaram um ano difícil: a soja teve uma redução de 19,89% no valor bruto da produção, reflexo da queda de 16,15% nos preços reais e da produção 4,46% menor. O milho seguiu a mesma tendência, com retração de 20,83%, impactado por preços 9,75% menores e uma colheita 12,28% abaixo do esperado devido às condições climáticas adversas. Ainda assim, os agrosserviços cresceram 1,22% no terceiro trimestre, garantindo a distribuição eficiente dos produtos agropecuários. No Dia do Agronegócio, os números reforçam a potência do setor, que segue como um dos principais pilares da economia brasileira.
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