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Melhoria do sistema sanitário e da biosseguidade avícola fecha o primeiro dia de palestras do Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos

O evento está sendo promovido pela Associação Paulista de Avicultura (APA) e será realizado até quinta-feira (12).

Na tarde desta terça-feira (10) o Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que está sendo realizado em Limeira (SP), debateu a melhoria do sistema sanitário visando a melhoria da biosseguridade do setor avícola de postura. O evento está sendo promovido pela Associação Paulista de Avicultura (APA) e será realizado até quinta-feira (12).

Daniela de Queiroz Baptista, Auditora Fiscal Federal Agropecuária do Ministério da Agricultura, trouxe uma perspectiva do serviço veterinário oficial sobre a Influenza Aviária. De acordo com Daniela, é preciso máxima atenção ao risco sanitário constante. “As rotas migratórias não são parâmetros para análise de risco e manutenção do status sanitário avícola”, afirmou. “Estamos constantemente em risco e os desafios são a complexidade da doença, a quantidade de espécies, as infecções em aves silvestres, vírus distintos com introdução por rotas diferentes e por se tratar de uma zoonose com potencial pandêmico”, detalhou. 

Jansen de Araujo, coordenador de projetos de pesquisas no Laboratório de Pesquisa em vírus emergentes no Departamento de Microbiologia do Instituto do Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo- USP detalhou no Congresso de Ovos da APA, em Limeira, a epidemiologia da Influenza Aviária no Brasil e no mundo. Segundo ele, o histórico é muito complexo para o entendimento do comportamento das aves e sua interação com seres humanos e outras aves. Estamos falando, inclusive, do surgimento de vários vírus de baixa patogenicidade”, explicou. 

Já Marcelo Motta, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, analisou a biosseguridade e o que mudou com a chegada da influenza aviária no Brasil.

Segundo Motta, é preciso entender o porquê de a influenza aviária ser uma preocupação global. “Ela se insere no conceito de uma só saúde na busca de um equilíbrio entre a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente, principalmente pelo seu acometimento de grande mortalidade e alto impacto na fauna silvestre”, pontuou. “Nosso maior desafio é que o risco da influenza aviária não está mais restrito somente às épocas de imigração das aves”, analisou.

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