O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) promoveram, durante a AgriZone na COP30, um painel dedicado aos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde animal. O encontro reuniu autoridades, pesquisadores e representantes do setor produtivo para discutir como eventos climáticos extremos — como secas, enchentes e ondas de calor — influenciam diretamente o bem-estar dos rebanhos e a segurança sanitária.
O diretor do Departamento de Saúde Animal do MAPA, Marcelo Mota, destacou que o modelo tradicional de vigilância veterinária precisa ser revisado para acompanhar os novos desafios impostos pelo clima. Segundo ele, o Brasil vem avançando na modernização dos sistemas de monitoramento, com apoio de instituições como Embrapa, USP, Insper e CNA.
A diretora-geral da OMSA, Emmanuelle Soubeyran, reforçou a importância do conceito de Saúde Única (One Health), ressaltando que saúde animal, humana e ambiental estão diretamente conectadas, especialmente em um cenário de mudanças climáticas aceleradas.
Ao longo do painel, instituições acadêmicas brasileiras apresentaram pesquisas e iniciativas voltadas para uma vigilância epidemiológica mais resiliente, capaz de antecipar riscos sanitários em situações de clima extremo.
Os debates continuarão na Blue Zone da COP30, em um novo encontro que reunirá representantes do MAPA, OMSA, Conselho de Veterinária e CNA, com foco em ações práticas para adaptação sanitária e fortalecimento da pecuária frente aos desafios climáticos.
Fonte: MAPA, adaptado pela equipe FeedFood.
LEIA TAMBÉM
MAPA regulamenta credenciamento de empresas para apoio à inspeção sanitária em abatedouros
MAPA participa de discussão sobre perspectivas para a pecuária de corte na COP30





